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Veneza

Ahh, Veneza… Se você não a conhece, pode colocar na sua listinha! É um destino obrigatório, pois não existe no mundo um lugar igual! De tanto vê-la em filmes e fotografias, às vezes sentia que já a conhecia, mas nada se compara a andar no meio daqueles canais, a pé ou nas famosas gôndolas…

Veneza é uma cidade que foi construída em um arquipélago da laguna de Veneza, no noroeste do mar Adriático. É classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Possui mais de 118 pequenas ilhas cortadas por vários canais, e aproximadamente 400 pontes! Um lugar único no planeta, sem dúvida.
Veneza do Alto, cortada pelo Canal Grande (Pixabay)

Passamos dois dias em Veneza na nossa lua de mel, no mês de julho. Apesar de ser alto verão na Itália, creio que em Veneza pegamos as temperaturas mais amenas da viagem. Talvez por ser uma cidade de grandes sombras (as ruas são bem estreitas, o que dificulta a entrada do sol, com exceção das grandes praças, claro!), não passamos calor aqui! Um bom destino para se visitar na Itália em uma viagem de verão. Sem contar que já vi relatos dizendo que faz frio em outras estações… Ah, e quanto ao tão falado mal cheiro da água, juro que não senti absolutamente nada!
O acesso a Veneza pode ser feito de diversas formas, mas as mais comuns são por avião ou por trem. O trem te deixa no centro da cidade, no meio do arquipélago, na Estação Santa Lucia, de onde você pode pegar um táxi ou um ônibus ao seu hotel. Claro que aqui não há ruas, mas canais, portanto esteja ciente que estes meios de transporte são na verdade barcos! Outra opção é escolher um hotel nas proximidades e ir andando. Mas cuidado com as pontes, algumas delas tem muitos degraus.
Como nós estávamos longe (em Nápoles), resolvemos ir de avião. O aeroporto de Veneza fica na verdade na cidade de Mestre, no continente. Portanto, de lá até Veneza você precisa fazer um trajeto razoável, seja de barco ou por terra, através da Ponte della Libertà. O mais rápido e prático, creio eu, é ir pela água mesmo, pois mesmo que você atravesse a ponte, chegando na cidade provavelmente terá que pegar um barco até o seu hotel. Saindo do cais do aeroporto (há uma pequena caminhada por um trecho coberto), existe a opção do transporte coletivo (Alilaguna), que faz várias paradas pela cidade, ou o famoso táxi, que te deixa na porta do seu hotel, ou o mais próximo possível dele. Esta mordomia custa por volta de 90 euros, uma boa se você estiver em turma.
Nós pegamos o transporte coletivo (15 euros por pessoa), e descemos na Piazza San Marco, pois nosso hotel ficava em uma rua próxima. Esteja preparado: em Veneza provavelmente você terá que arrastar ou carregar malas, a não ser claro, se seu hotel for na beira de um canal, e com um carregador a postos pra te ajudar. Se for este seu objetivo, prepare o bolso, vai custar mais caro!
Só tenha cuidado para evitar hotéis de difícil acesso, pois se você precisar atravessar um canal por exemplo, terá alguns degraus pra subir, outros pra descer, e algumas localidades só são acessíveis passando por dois ou três destes pequenos obstáculos…

Bom, escolhi nosso hotel pela localização próxima à Praça San Marco, pois ali fica o maior movimento da cidade, tanto de dia como de noite. O hotel era o Best Western Montecarlo, que fica literalmente a alguns passos da praça. Portanto, descendo do “Alilaguna” no lugar correto (cuidado que há duas paradas na Piazza San Marco), você só terá que atravessar a praça (provavelmente lotada de turistas), achar a rua correta do hotel e pronto!

Praça San Marco e a turistada do verão!

Uma vez alojados, o que fazer em Veneza? Bom, com exceção de alguns poucos pontos obrigatórios, quase todos na própria Piazza San Marco – a Basílica de San Marco, a Torre do Campanário (de onde temos uma vista linda dessa parte da cidade), o Palazzo Ducale, a Ponte dos Suspiros, etc – o melhor programa de Veneza é: andar, andar e andar, se perder no meio das ruelas, becos e pontes, parar em algum café escondido, tomar um vinho em alguma pequena pracinha, entrar nas igrejas que achar pelo caminho… Enfim, curtir a cidade a pé, enquanto suas forças aguentarem!

Torre do Campanário e Basílica de San Marco ao fundo

Piazza San Marco vista do alto da torre

Ponte dos Suspiros

Palazzo Ducale

Vale a pena uma visita também à Ponte do Rialto (que possui várias lojas, com muito oooouro!!) e às margens do Canal Grande.

Outro programa imperdível é andar de Vaporetto, o ônibus aquático de Veneza. Além de meio de transporte para encurtar as distâncias maiores, ele serve como um ótimo passeio turístico pelos pontos principais da cidade, através do Canal Grande (a “avenida” central de Veneza). Os bilhetes individuais são um pouco salgados, mas há passes para utilizar o transporte à vontade em 24 horas, 48 horas, ou outras durações, que acabam compensando se você for fazer mais de uma viagem.

Passeio no Vaporetto

Basílica Santa Maria della Salute

Vista da Praça San Marco do Vaporetto

O famoso Hotel Danielli

Mas, claro, não poderia deixar de falar do tradicional passeio de Gôndola. Se este item for obrigatório na sua lista, prepare o bolso: o aluguel da gôndola sai por 80 euros durante o dia, e chega a 100 euros à noite! Sim, uma exploração, mas fazer o quê? Os turistas estão lá e pagam… A dica é: tente pegar o preço diurno, que vai até o pôr-do-sol, o que torna o passeio um “meio termo” entre o dia e a noite, sem custar o preço maior. E claro, procure um lugar com vários gondoleiros, e tente pechinchar, vai que dá certo! rss! A gôndola, dependendo do tamanho, cabe até umas 5 pessoas. Não vou dizer que o passeio vale o preço que cobram, mas é sim, muito bom, super romântico!

Os restaurantes em Veneza são conhecidos pela qualidade, e também pelo preço. Mais uma vez é importante ter cuidado com os “pega-turistas”, pesquisar indicações atualizadas em sites especializados, conferir os cardápios na porta para evitar surpesa$$, e fugir daqueles restaurantes apinhados de gente e com propaganda apelativa (tipo garços gritando na calçada “coma aqui, coma aqui”, e seguindo você com um cardápio na mão…)

Clássico espaguete a carbonara

peixinho delícia!
Momento em que o cheff veio nos servir a sobremesa ardente!

Crepe Suzette com direito a muitas chamas!
Eu confesso, no último dia nos rendemos ao Hard Rock Café!!

A noite em Veneza é especial. Onde quer que esteja, a visão das Gôndolas nos canais com a iluminação mais fraca, as pontes e ruas mais desertas ainda e a visão da lua nas margens da Praça San Marco (que sim, continua lotada), é sensacional, única! Nem mesmo os ambulantes que insistem em te “oferecer” uma rosa para dar a alguém (principalmente se estiver em casal), em troca de dinheiro, não conseguem tirar o encanto do lugar… Basta falar “Grazzie, grazzie” sem parar, que uma hora eles desistem!! Ah, ainda na praça San Marco, os restaurantes são quase todos agraciados com pequenas orquestras, que fazem da noite um espetáculo inesquecível! Mesmo que não esteja disposto a sentar nas mesas, vale a pena parar por um instante por ali e curtir a música… Vai ficar na sua memória, garanto. 

Bom, concluindo, posso dizer que nos dois dias que passamos em Veneza, conseguimos aproveitar bem a cidade e ver tudo que queríamos. Mas claro, voltar lá não é uma ideia a se descartar, afinal, é Veneza!!

Até a próxima!

Por: Marcela Silva Bezerra

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