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Ilha de Capri – um bate-volta saindo de Sorrento

Este post é continuação do relato de minha viagem pela região da Campania, na Itália, publicada aqui.
Chegamos à minha parte favorita da viagem à Itália, e o motivo pelo qual agradeci a Deus por estar ali no ápice do verão! = ) 
Como falei no post passado, ficamos hospedados na cidade de Sorrento, de onde saímos para um bate-volta à ilha de Capri.

Capri é uma ilha localizada no Golfo de Nápoles, formada por grandes rochas, onde se localizam as cidades de Capri e Anacapri. A ilha é destino paradisíaco desde a antiguidade, local de lendas mitológicas e, mais recentemente, balneário disputado por turistas do mundo inteiro no verão.

Capri (Pixabay)

De Sorrento saem barcos rápidos em direção à ilha de Capri em vários horários. Resolvemos ir e voltar no mesmo dia, assim não precisaríamos transportar as malas pelo barco e pelas cidades, que são ambas localizadas no alto de encostas de pedra (o que significa subir e descer para chegar no hotel). 


Logo de cara dou um alerta muito importante: muito cuidado com o horário dos barcos na volta à Sorrento. Ao contrário do que possa parecer, no verão os últimos barcos saem cedo, por volta das 18h. Com o sol se pondo às 21h, a gente pode ficar meio perdido com o horário e corre o risco de perder o último barco (o que, diga-se de passagem, aconteceu com a gente…) 
Os barcos com direção à Capri desembarcam na Marina Grande, local onde há a venda de passeios de todos os tipos, dentre eles o que dá a volta à ilha, e o que leva à Gruta Azul. Há também a possibilidade de locação de barcos ou lanchas, o que é excelente se você está indo em grupo. Desta forma você tem mais liberdade para escolher o itinerário, horários, etc.

Marina Grande
Próximo à Marina Grande fica localizado o famoso “funicular” que é uma espécie de bondinho, o transporte mais prático à cidade, que fica láááá em cima da montanha. Você paga um ticket de mais ou menos 2 euros, e desce bem no centrinho da ilha. Outra forma de chegar ao topo da montanha é de táxi, ou ônibus, dando zigue-zague nas ruas super estreitas da encosta.

Funicular

De qualquer forma, quem chega na ilha pela manhã e sem malas (taí uma vantagem), indico já partir para os passeios, e só na volta subir para o centro. Como estávamos só nós dois, não teve jeito, tivemos que escolher um passeio coletivo. Escolhemos o passeio de volta à ilha, que custava 16 euros por pessoa, com duração de 2 horas, incluindo uma parada na Gruta Azul. 
A Gruta Azul, pra quem não conhece, é uma preciosidade formada por uma pequena entrada na pedra pelo mar, que de tão estreita só é acessível de canoa. Os barcos de passeio “estacionam” nas proximidades, e os nativos vem com suas canoas oferecendo o passeio, que é cobrado à parte. 
O que torna a gruta assim tão especial é a incidência dos raios solares na água transparente do mar, o que deixa o lugar com uma coloração inacreditável. Por isso a melhor hora para fazer o passeio é na metade do dia, entre 11h e 14h.
Gruta Azul (Pixabay)
(Pixabay)

O cruel é que, como a entrada é beeeem estreita, não é todo dia que se consegue entrar… Se a maré subir um pouquinho mais, ou se o mar estiver muito agitado, nem as canoas conseguem passar. E foi justamente o que aconteceu no dia que estávamos lá. Estava simplesmente impossível de entrar… Infelizmente (raamm), teremos que voltar lá uma outra vez para completar essa lacuna! 
O estado da Gruta Azul no dia que fomos…

Mas nem tudo estava perdido! O “Giro de Isola” foi simplesmente incrível! Passamos as duas horas boquiabertos com tanta beleza, e uma vontade maluca de pular no mar a todo momento!
Após o passeio, compramos o ticket do Funicular e subimos para o Centro da cidade, onde almoçamos e demos um rolé pelas ruas super charmosas, com seus hotéis lindos, pracinhas e lojas de primeira qualidade. Rolou muita vontade de voltar uma outra vez com mala e cuia, e ficar hospedada uma semana por ali! Que vidinha mais ou menos hein! Rss

Escolhemos um entre os milhares de restaurantes da redondeza, utilizando a dica fuga-dos-pega-turistas, ou seja, buscando as ruelas mais escondidas e sempre de olho no cardápio, que fica sempre na porta. Escolhemos um lugar que tinha uma sacada para o mar, pra variar com uma vista linda, o que você já vai estar se acostumando por aqui! =D

Uma vez em Capri, quis provar a autêntica culinária ítalo-mediterrânea: pedi um risoto de frutos do mar. Muito bom claro. Secundo piatto, dolci, e no final não podia faltar o Limoncello, uma espécie de licor típico da região da Costa Amalfitana. É bem alcoólico, mas o sabor é suave, agradável (limão docinho!) e refrescante (toma-se bem gelado). Hummm!

Limoncello
Após o passeio, queríamos ir a alguma praia, curtir o sol de verão e (enfim!) pular naquele mar azul! Conhecemos um casal de brasileiros no passeio de barco, que nos deram a dica de uma “praia” bem exclusiva, que só se chega de barco, e na verdade fica “organizada” em cima da uma grade pedra. De novo, nada de areia por aqui, vimos algumas praias de pedrinhas, mas todas bem lotadas. Ah, e mais um detalhe, a maioria das praias são privadas. Você paga um valor por pessoa e ganha acesso a uma cadeira, e (com um extra) um guarda-sol.

Para chegar ao local, chamado “Luigi ai Faraglioni”, você precisa ir até à praia “La Canzone del mare”, que pode ser por táxi, ônibus ou até a pé (mas é um pouco longe, só arrisque se você tiver o dia todo!). De lá saem barcos e lanchas, que te levam às praias de pedra próximas. Os barcos saem de 15 em 15 minutos, e o trecho custa se não me engano uns 5 euros por pessoa. O passeio é bem legal!

Barco indo para a praia di Luigi
Os “Faraglioni”!
A praia é na verdade uma faixa de pedra estreita, com acesso de barcos, um restaurante, uma área isolada no mar para banho, e um visual de tirar o fôlego!

Mais uma vez alerto: se você quiser fazer esse passeio e estiver num “bate-volta”, tenha cuidado com os horários, pois o tempo pra chegar até lá e de lá para a Marina Grande é grande. Nós resolvemos ir pra lá as 16h, e isso nos atrasou demais, o que nos fez chegar na Marina Grande já depois do último barco pra Sorrento… Mas basta chegar à ilha bem cedo (e não às 11h, como nós…) que o tempo dá de sobra! 
Neste ponto você deve estar imaginando: como nós conseguimos ir embora da ilha? Bom, depois de um pequeno desespero e acharmos que teríamos de procurar hotel por toda a cidade para não dormir na rua (rs), nós descobrimos que ainda havia um último barco que ia para Nápoles. E de lá era possível chegar em Sorrento por terra. Foi o que fizemos então: fomos até Nápoles e de lá pegamos (mais uma vez) a famigerada linha de trem circunvezuviana, e chegamos (mortos de cansados) em Sorrento às 10h da noite… Bom, valeu o sufoco pra aprender a nunca mais se enganar com a altura do sol no verão europeu! =D
A idéia era incluir neste post o passeio de carro pela Costiera Amalfitana, mas pelo tamanho que ficou, acho melhor deixar para uma próxima!

Alla prossima amici!!

Por: Marcela Silva Bezerra

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