segunda-feira, 31 de julho de 2017

Grécia Parte II - Santorini

Continuando meu relato sobre nossa viagem à Grécia, nosso segundo destino foi a ilha de Santorini. 

(Pixabay)


Saímos de Mykonos pra lá de ferry, pela companhia SeaJets. De cara já digo que não recomendo essa empresa. O ferry atrasou uma hora só pra sair do porto, e além disso, a viagem que deveria ser de 2h, durou mais de 3h! Pelos comentários que ouvi por lá, a Helenic Seaways é a melhor companhia.

A viagem de ferry é confortável, e o visual é lindo. O barco é beeem grande, com compartimento para carros em baixo e vários salões com assentos na parte de cima. Só achei meio estranho o tratamento com a bagagem. Você entra no barco, deixa as malas lá em baixo mesmo, em estantes próprias, e sobre uns 3 lances de escada até o seu assento. Nada de bilhete, controle, zero, tudo na base da confiança. E como o barco para algumas vezes durante o trajeto, nada impede um outro passageiro de pegar sua mala e sair do navio! Enfim, nessas horas só fico pensando: ahh uma coisa dessas no Brasil…

Até Santorini o ferry fez 3 paradas e deu pra ter um gostinho das outras ilhas.

Ferry da Sea Jets



Área do café

A ILHA

A ilha de Santorini é na verdade a encosta de um antigo vulcão, ou seja, um verdadeiro paredão de pedra. As principais “cidades” ficam localizadas lá no topo dessa encosta, que fica em um lado da ilha. Do outro lado, o terreno é mais plano, e há algumas praias. As praias de Santorini, no entanto, não tem areia, mas pedrinhas escuras.

A ilha de Santorini vista do satélite (Pixabay)

Cidades no topo da encosta


A maior cidade da ilha é Fira, localizada na costa Oeste da ilha, onde há um centrinho bem movimentado, vários hotéis grandes e restaurantes, e alguns pontos turísticos, como lindas igrejas ortodoxas. Há também um pequeno terminal rodoviário, de onde saem constantemente ônibus para as demais cidades da ilha. Em Fira fica localizado o Porto Velho, de onde saem os barcos de passeio. (Mas o porto de onde chegam os ferries é outro, o Porto Novo, que fica um mais ao sul da ilha).



O aeroporto fica próximo à costa Leste da ilha, há uns 15 minutos de carro de Fira. Atenção para os deslocamentos em Santorini, são bem mais demorados que em Mykonos! Do Porto Novo, onde chegamos, até nosso hotel, em Oia, de carro, foi quase uma hora!

As principais zonas turísticas de Santorini, no entanto, ficam ao norte da ilha, depois de Fira. A estrada é bem estreita, e as vistas estonteantes. No caminho para o Norte há a cidade de Imerovigli, que tem ótimos hotéis com vista para o mar e o pôr do sol.

No topo Norte da ilha fica a região considerada a mais fotogênica de toda a Grécia: a cidade de Oia (pronuncia-se "ía"). Ali que milhares de turistas se concentram ao fim da tarde para ver o espetáculo que é o pôr do sol, um dos mais lindos do mundo. O centrinho, igual a Mykonos, é só para pedestres, cheio de lojinhas e restaurantes (mas sem as baladinhas… Aqui a noite acaba cedo!). Mas, diferente de Mykonos, aqui o terreno é beeem íngreme, o que significa: degraus e mais degraus.

Ruelas de Oia


HOTÉIS

Como era de se imaginar, Oia, local mais procurado pelos turistas na ilha, tem os hotéis mais caros. Todos localizados na encosta, com vista para o mar e a “caldeira” (que é como eles chamam o vulcão), alguns também com vistas para o pôr do sol. Há hotéis dos sonhos, com piscinas privativas, serviço ultra vip, muitos casamentos acontecem por ali. Mas os preços, bem, não preciso nem comentar, né?

Quase todos os hotéis em Oia são no mesmo estilo: você fica na verdade em um pequeno chalé branquinho, na maioria das vezes com a arquitetura das Ilhas Cíclades (arredondado), com direito varanda e vistas de babar. Veja algumas opções no Booking.com.

Quase todas essas casinhas brancas são na verdade quartos de hotel!


A desvantagem destes hotéis é a dificuldade de acesso, pois quanto mais entrando no centrinho, mais longe fica a rua e mais degraus você terá que subir e descer com suas malas… Claro que se seu hotel for supervip, provavelmente haverá alguém para carrega-las pra você! 😄

A saída que encontramos para evitar os altos preços e o inconveniente do acesso foi buscar um hotel na saída de Oia, onde passa carro (e pra nossa feliz surpresa, ônibus!). O escolhido foi o hotel Strogili, um custo-benefício fenomenal para a região! Vista sensacional, café da manhã na varanda, piscina maravilhosa, e o melhor preço das redondezas!




O chalé em si não tinha muito luxo, os móveis eram simples, banheiro pequeno, cortina no lugar do box, mas tinha uma pequena cozinha com utensílios, e uma garrafinha de vinho local de cortesia (adoro!).

Nosso chalé

Água e vinho local de cortesia


A cama no estilo cíclade


A varanda...

O café é servido na sua varanda


Para tarifas melhores que as de Oia, há a opção de ficar em Imerovigli, que já é próximo de Fira, onde os hotéis parecem ser muito bons, com vistas igualmente lindas da Caldeira. O inconveniente é a necessidade de transporte à Oia ou Fira. Mas se o orçamento está ainda mais apertado, em Fira há muitas opções de hotéis beeem mais baratos, confortáveis, mas sem vista para o mar.

Por fim, há também a possibilidade de ficar hospedado próximo às poucas praias da ilha, caso elas estejam no seu roteiro. Mas como não conheci nenhuma delas, não tenho como opinar.

TRANSPORTE

É necessário alugar carro em Santorini? A resposta vai depender de alguns fatores, como a localização do seu hotel e os programas que você busca na ilha. A grande maioria dos turistas somente fica concentrada no eixo Fira – Oia, no máximo incluindo um passeio de barco, que pode sair de ambas as cidades. Se este for seu caso e, claro, você estiver hospedado entre essas cidades, acho o carro completamente desnecessário. O ônibus é muito mais conveniente, pois os estacionamentos nestes locais são escassos. Esses ônibus são no estilo dos que fazem viagens rodoviárias entre cidades aqui no Brasil, bem confortáveis!



Ao chegar/sair da ilha, pelo Porto Novo ou aeroporto, faça com antecedência uma cotação de transfer com seu hotel, os preços costumam compensar (pagamos 30 euros do Porto Novo – aquela corrida de quase uma hora!). Há também ônibus que ligam Fira ao aeroporto, com lugar pra bagagem, e a tarifa custa por volta de 2 euros.

Agora, se você vai ficar hospedado em locais mais distantes da ilha, ou próximo às praias, ou se tem mais tempo disponível pra conhecer cada cantinho da ilha, aí sim compensa alugar um carro. Mas não se esqueça de se informar sobre a existência de estacionamento no seu hotel ou nas proximidades. 

O QUE FAZER?

Como disse antes, os melhores programas de Santorini se concentram no eixo Fira – Oia, mas há quem fique só em Oia e saia de lá feliz da vida. Isso porque é em Oia que fica a parte mais charmosa da cidade, onde estão aquelas famosas casinhas brancas, igrejas de teto redondo azul, vielas com vistas sensacionais do mar e da caldeira e um pôr do sol que parece ser de outro planeta! Fora a imensa gama de lojinhas e restaurantes, alguns com vista exclusiva para o pôr do sol.



Você encontra gatos em todos os lados aqui!

Muitas lojinhas de presentes, souvenieres e jóias

Então, é ele nosso primeiro “programa” de Santorini: assistir ao pôr do sol em Oia. As vistas da cidade de Oia são todas incríveis, mas por uma questão geográfica, o pôr do sol só pode ser apreciado do seu extremo norte, o que faz com que tooodos os milhares de turistas que estão por ali se amontoem em pequenas áreas, disputando um lugarzinho para ver o espetáculo. O lugar que enche primeiro é onde ficam as ruínas de um castelo, no extremo da ilha. Mas os arredores também ficam completamente lotados, escadas, vielas, restaurantes, todo mundo se espremendo para conseguir o melhor ângulo… Realmente o visual é incrível, e olha que nas 2 noites que passei por ali não tive a sorte de ver o pôr do sol perfeito, pois o tempo estava nublado. Mas apesar de toda a lotação e sufoco, vale a pena! Sem contar que acabamos fazendo amizade com os “vizinhos de muro”! A dica é: se quiser pegar os melhores lugares, cheguem cedo e exerçam a paciência (com aquela vista não chega a ser um sacrifício...)

Por do sol em Oia






Já em Fira o ponto forte é o passeio pelo centro, onde há Catedrais, Museus e muitas lojinhas e restaurantes. As vistas da encosta são também maravilhosas.

Fira - Santorini

Fira - Santorini

Fira - Santorini


Do centrinho desce um teleférico até o Porto Antigo, de onde saem os barcos de passeio. E eis aí um dos programas mais populares de Santorini, o passeio de barco. Há opções de passeio que duram o dia inteiro, incluindo refeições e o pôr do sol em Oia por outra perspectiva (considere gastar mais de 100 euros), ou mais curtos, seja de 4 horas, ou 2 horas (com preços mais em conta). Os passeios geralmente incluem uma visita às ruínas do vulcão, onde você consegue ver uma fumacinha de enxofre saindo da terra, e um banho nas Hot Springs, onde a água é quente e o solo argiloso (as pessoas fazem banho de lama!). O passeio que fizemos foi o mais curto, e custou 19 euros por pessoa. A empresa foi a Santo Star Travel.

Já no porto encontramos 3 brasileiros e formamos uma turma. A primeira parada foi nas Hot Springs. O barco para um pouco afastado da costa, então até chegar na água quente, você precisa atravessar um trecho de água geladinha (em junho), mas nada demais. Pouco tempo depois a água começa a esquentar aos poucos e você sente no chão a argila meio derretida. A água é meio turva por conta dela, portanto evite usar roupas de banho muito claras, pois podem manchar. Principalmente se você for se lambuzar de lama! Rsss

Nosso barco


Após o banho, fomos para o vulcão. O barco fica parado por cerca de uma hora para você subir e voltar do cume do vulcão, e o tempo é bem curto. A caminhada tem que ser acelerada, e como o terreno é cheio de pedras, vá de tênis. Este não é um passeio para pessoas idosas. No nosso grupo tinha um senhor que parecia ser bem ativo, mas em um ponto ele escorregou perto da encosta e quase sai rolando de uma altura considerável! O coitado ficou pendurado pelos colegas que conseguiram agarrar suas pernas, um perigo!!

Enfim, há quem fale mal deste passeio por conta da correria, mas pra mim que decidi faze-lo em cima da hora e nem tinha muitas expectativas, foi ótimo! Sem contar que só de estar no mar já fico feliz!

Subindo o vulcão


Vida nos lugares mais inóspitos...

Santorini ao fundo

Fumacinha de enxofre pra provar que eu estou vivo!



PRAIAS


From Pixabay - edulabs
Um outro programa na ilha de Santorini é ir à praia. Pra quem vem de Mykonos, com aquelas praias paradisíacas, as pequenas faixas de areia escura de Santorini deixam bastante a desejar. Mas pra quem gosta mesmo, e principalmente no verão, quando a água está mais quentinha, e as praias com mais movimento, não deixa de ser um ótimo programa, claro! Só não esperem a estrutura e a animação das praias Mykonos por aqui, ok?

Para informações completinhas sobre as praias de Santorini, vejam este post do blog Dicas e Turismo.


RESTAURANTES

Santorini tem uma infinidade de opções de restaurantes ótimos, muitos com o plus de vistas espetaculares, seja em Oia ou em Fira. A grande maioria deles é de culinária local. Há também muitos restaurantes italianos, mas não reparei outros tipos de culinária.

Em Oia, no estreito caminho de pedestres que leva ao norte da cidade, as opções estão de todos os lados, e sempre acompanhadas de um menu na entrada, o que facilita muito na hora de escolher. Nosso hotel nos deu algumas indicações:

- Kastro: Fica na encosta Norte de Oia, um verdadeiro camarote para assistir ao pôr do sol (se a multidão em volta não lhe incomodar, claro). Mas se esta é sua intenção, você precisa reservar com antecedência e chegar cedo. Nós fomos já a noite, e conseguimos mesa com facilidade. Comi um peixe grelhado que estava uma delícia. Ele é servido inteiro, e o garçom se oferece para retirar as espinhas pra você. Agora que me surpreendeu nas ilhas gregas é que o peixe é um dos itens mais caros do cardápio. Meio inexplicável quando se está em um pequeno pedaço de terra no meio do mar, né? Mas em geral os preços neste restaurante são razoáveis. 

Restaurante Kastro

- Skala: Mais um restaurante de culinária grega que nos foi indicado, mas não conseguimos ir, pois estava cheio. 

Skiza: Entramos sem muita expectativa neste “café” italiano, que se revelou um restaurante com vistas lindas, seja em baixo, ou no terraço, onde ficamos, e pratos simples e gostosos. Pedimos pizza e massa, e ambos estavam ótimos. O vinho local também estava uma delícia. Preço bom. 

Vista noturna do Skiza


Em Fira há restaurantes e lanchonetes em toda parte, algumas pracinhas com muitas opções, vários locais com o tradicional Pita Girus (o sanduíche grego, com pão pita, muitos temperos, carnes e até batata frita, tudo dentro!), e outros tipos de culinária.

-Naoussa – Este foi o único restaurante que pudemos provar em Fira, e escolhemos meio ao acaso, pois estávamos passando por ali. A vista do terraço, pra variar, é linda. Atendimento bom, comida excelente, e preço razoável. Foi ali que o marido provou o melhor tomate da vida e quase pede mais! (pra quem nem gosta de salada, um fato inédito!). Para o horário do pôr do sol, faça reserva.

Melhores tomates e azeitonas da vida!


Vista do Naoussa



VIDA NOTURNA

Este ponto vou ficar devendo pra vocês! A cidade de Oia “morre” lá pelas 23h, quando o movimento dos turistas começa a diminuir e os restaurantes fecham. Não há bares e casas noturnas por ali. E como nosso hotel era lá, entramos no clima do dolci far niente a noite…

Já em Fira há algumas opções para os notívagos, mas naaaada comparado a Mykonos, infelizmente! Mas pra não deixar vocês a ver navios (à noite, na sua varandinha, de preferência! Rss), segue um levantamento do Trip Advisor sobre os melhores bares e clubes de Fira.

Bom, é isso! Até a próxima!


Por: Marcela Silva Bezerra


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Grécia Parte I - Mykonos

Este ano finalmente realizei o sonho antigo de conhecer a Grécia! Foram no total 8 dias, distribuídos entre Atenas e as ilhas de Mykonos e Santorini. 

Nós chegamos na Grécia por Mykonos, saindo de Milão. O voo, apesar de um pouco longo, foi bem tranquilo para o padrão Easy Jet, quase sem atraso! Ficamos na ilha por 3 noites. A dica que dou é: se você tem condição de ficar mais tempo, não pense duas vezes! A ilha tem muitos programas, e a vontade que dá é de não sair de lá nunca!

Mykonos (Pixabay)

Mykonos (Pixabay)

Mykonos (Pixabay)

Já no desembarque do avião no aeroporto de Mykonos (que não tem Finger) fui de cara apresentada ao mais famoso “morador” da ilha: o vento! Passando da portinha do avião, era cabelo voando pra todo lado, e juro que no caminho pro saguão me senti jogada pros lados algumas vezes… #medo

E realmente este foi um dos pouquíssimos pontos fracos da ilha (na minha opinião, que odeeeeeio vento!). Isso porque como estávamos no início de junho, ainda não estava fazendo aquele calorão do verão. Além disso, no dia que chegamos estava bem nublado, o que somando com o vento é igual a… frio! Mas graças a Deus isso foi só no primeiro dia, e como já chegamos no hotel quase 17h, nos agasalhamos e aproveitamos pra curtir o centrinho, que é um charme! Nos outros dias, amém, esquentou, o que facilitou para o programa mais legal da ilha: curtir uma praia!

Realmente, faço questão de falar aqui do vento, pois pra mim foi uma surpresa. Apesar de ter pesquisado muuuuuito, não vi em nenhum blog nem uma “notinha” sobre ele… Sei lá se sou só eu que tenho nóia de vento, mas enfim, achei importante ressaltar isso! 

Mas continuando! Sobre a ilha: Mykonos é uma ilha relativamente grande, com diversas praias espalhadas por todos os lados. As praias são muito lindas e quase todas de areia branquinha, sem ondas e com um mar super convidativo! O centrinho comercial da ilha (chamado de “Chora”) fica na região noroeste, próxima aos portos, antigo e novo. O aeroporto fica bem no centro da ilha. Mas as distâncias são todas bem curtas, bem menos que eu imaginava. Do aeroporto ao centrinho não leva mais que 10 minutos de carro. Do centro até as praias mais distantes, no máximo 20 minutos, sem trânsito. 


Mapa de Mykonos

Vi em muitos blogs a indicação de locação de motos e quadriciclos ao invés de carros para se movimentar pela ilha. No nosso caso não seria uma boa, pois íamos ficar em dois hotéis, e estávamos com muita bagagem. Então escolhemos o carro mesmo, que pegamos no aeroporto e devolvemos no Porto, economizando assim com os transfers. Na verdade não me arrependi, pois achei o quadriciclo um pouco inseguro… As estradas são muito estreitas, e com muitos carros, sendo que por falta de fiscalização, só o que se vê são motoristas bêbados (diferente de Ibiza, por exemplo, onde há fiscalização até demais!). Não tivemos problemas em estacionar o carro em lugar nenhum, mas estávamos no início da temporada, talvez no auge isso seja um problema. 



Enfim, se você é jovem e aventureiro o suficiente para encarar o quadriciclo, seguem algumas dicas: contrate um transfer de ida e volta do seu hotel para o aeroporto ou porto, para facilitar com as malas (alguns dos hotéis nem cobra por esse serviço); evite usar o quadriciclo para distâncias maiores. Se você preferir ficar focado nas praias mais animadas, escolha um hotel lá perto, e se precisar ir ao centro, vá de ônibus. Se preferir ficar no centro, vale o contrário. As principais praias tem serviços de ônibus exclusivos que saem do centro; e CLARO, não encare o quadriciclo depois de beber todas, se tem amor à vida!! 

Alugamos o carro antecipadamente pelo site Rent Cars. Ao chegar no aeroporto, só precisamos entregar nosso número de reserva e fazer o pagamento. A companhia que alugamos o carro foi a OK Mykonos. É a mais barata da ilha, mas evite escolher a opção "econômica", pois eles tem alguns carros que estão quase caindo aos pedaços! Escolhemos a opção "carro compacto", nosso carro era um Peugeot 106, pequeno, 1.0, e estava em estado bom (mas não era novo novo).

HOSPEDAGEM

Sobre os hotéis, em Mykonos você tem duas escolhas: ou fica no centrinho de Chora/nas proximidades dele, o que é uma mão na roda pra curtir o fim de tarde e a noite (que são super animados), ou fica perto de alguma praia, com vistas estonteantes e a alguns passos do mar, mas um pouco isolado da movimentação noturna. Há também alguns conglomerados urbanos espalhados pelo meio da ilha, com hotéis mais em conta e com uma certa estrutura nas proximidades, mas nesse caso é bom você ter um carro à disposição.

Ficar no miolo de Chora, nas casinhas brancas em vielas estreitas onde não entra veículo algum, deve ser o máximo! Mas tenha em conta que você terá que arrastar suas malas até o hotel, e sempre que quiser sair, tem que andar até o limite onde os veículos podem entrar. Por motivos óbvios, também não há estacionamento nestes locais. O mais conveniente, portanto, é ficar nas ruas externas, onde passam carros. Ali ficam os hotéis maiores, com piscina e estacionamento. Veja as opções no site do Booking.com.

Viela de Chora

Nas pesquisas de hotéis em Mykonos, fechamos logo de cara com um hotel que fica bem na entrada do centrinho, e que estava com um preço muito muito bom. É o Poseidon Hotel. Ele tinha tudo o que eu queria:  boa localização, estacionamento, piscina, uma vista para o mar linda, e o quarto, apesar de pequeno, era um charme! A única desvantagem do hotel é que não tem elevador, e dependendo do quarto, são muitos degraus subindo e descendo.


Hotel Poseidon


Nossa varanda com vista para o mar


Imaginem acordar com essa vista!

Piscina do hotel

Masss, coisa de gente apressada, depois de fecharmos com esse, conheci o hotel considerado número 1 da ilha, o Cavo Tagoo, que é chiquéeerrimooo, e apesar disso, estava com uma tarifa bem interessante, pois ainda faltavam 6 meses para a viagem. Fiquei tão alucinada pra conhecer o hotel que antecipamos nossa chegada em um dia, e paguei uma diária lá (com o euro baratinho do mês de fevereiro)! Ao chegarmos no hotel, ganhamos um upgrade, e pasmem, uma piscina privativa!! Cada quarto é na verdade um chalé, o nosso tinha dois andares.

Nosso quarto no Cavoo Tagoo - Varanda de baixo

O quarto

Varanda de cima

Piscina de borda infinita do Hotel

Foi sem sombra de dúvidas o hotel mais incrível que já fiquei na vida, e o melhor é que o preço foi, digamos, acessível (com um pouco de esforço, sim, mas acessível! rss) Pena que foi só uma diária… A hora da despedida foi uma tristeza só! Aliás, um elogio a Mykonos, achei que os hotéis da ilha tem um preço excelente, se comparados aos de mesmo nível em Santorini, por exemplo.

Área pública do Hotel

Área pública do Hotel 

Nossa varanda

O hotel fica em uma encosta linda entre o Antigo e o Novo Porto. É perto do centro de Chora, não tanto pra ir andando, mas tem um transfer gratuito durante todo o dia que leva e traz os hóspedes de lá.

Mas, prosseguindo, após a primeira diária de sonho, partimos de lá para o Poseidon Hotel, que estava super OK pra nossa proposta dali por diante: passar o dia inteiro na rua!


PRAIAS

No segundo dia conhecemos a famosa praia de Super Paradise, onde rola música e muita animação no final da tarde. A praia no início de junho não estava nem de longe cheia, tinha vagas a vontade em todos os bares. Lá as cadeiras de praia são pagas, se não me engano eram entre 10 e 15 euros cada. Ficamos na Barraca Pinky Beach, que não era a da confusão, estava tocando um lounge mais tranquilo. Os drinks ficaram mais baratos depois das 16h, e eram todos uma delícia.

O mar é aquele espetáculo! Água clarinha, sem ondas, areia branquinha. O paraíso!

Praia de Super Paradise


Praia de Super Paradise


Praia de Super Paradise

Praia de Super Paradise - vista aérea


No terceiro dia, a programação era na praia de Psarou, onde já tínhamos a indicação do bar e restaurante Nammos, muito bem avaliado. O que não esperávamos era o preço surreal de tudo… As cadeiras estavam custando nada menos de 45 euros CADA, só pra sentar! O cardápio um absurdo maior que o outro… Resolvemos então apenas almoçar (o almoço mais caro da cidade…), e depois procuramos uma outra barraca mais acessível. E bem ao lado lá estava ela: 12 euros a cadeira, cerveja grega baratinha, o mar na nossa frente, e escutando de longe o som do DJ do Nammos! Não lembro o nome da Barraca, mas não tem erro: desçam até a praia pelo Nammos, e continuem pela areia, há outras opções.

A praia é também muito linda, achei que neste dia os tons de azul estavam ainda mais bonitos, talvez por conta do sol, que resolveu brilhar no máximo o dia todo.



Vista da parte superior do restaurante Nammos (e as cadeiras de 45 euros!)

Encarando a água fria da primavera! Depois do choque, delícia!!

Psarou Beach - vista aérea


Na volta pro hotel passamos pelas duas praias mais próximas do centrinho: Korfos e Ornos. Elas ficam em uma enseada dupla, uma de frente pra outra (veja no mapa), e não podiam ser mais diferentes entre si. Enquanto Korfos tem ondas e muito vento (paraíso para os surfistas e kitesurfistas), Ornos, que fica protegida do vento, é calma, sem ondas e paradisíaca. Tem bastante estrutura, pois fica em uma área urbana. Deve ser um lugar legal pra se hospedar, pois fica mais perto de Chora que as demais. 


Ornos em baixo e Korfos em cima


No último dia em Mykonos teríamos que pegar o ferry pra Santorini já às 14h, então tiramos a manhã para dar um giro rápido pela ilha, conhecendo as praias do Norte, que não tivemos tempo de ir. A primeira delas foi Panormos. 

Praia de Panormos ao fundo


Cantinho de Panormos

É uma praia bem menos movimentada que as praias do Sul da ilha, mas ainda tem uma certa estrutura, com cadeiras (provavelmente pagas, mas não descemos pra ver). O caminho nos arredores é de pura beleza, o mar tem um azul quase inexplicável, tiramos várias fotos no caminho, de dentro do carro mesmo!





A última praia que passamos foi Agios Sostis, onde fica o famoso restaurante de “churrasco de frutos do mar”, o Kiki. A praia é quase intocada. Nada de estrutura, os únicos presentes provavelmente eram os clientes do restaurante e os moradores das lindas casas dos arredores. Talvez no auge do verão seja mais movimentada, mas nesse dia não tinha quase ninguém. Bom pra quem gosta do clima de praia deserta! 

Praia (deserta) de Agios Sostis

Filla do Kiki na alta temporada

Por fim, seguimos para o Porto Novo, por um caminho bem alternativo sugerido pelo Google Mapas (sempre desconfie dos caminhos em zig zag e com ruas estreitas, achei que o Google Mapas não funcionou muito bem por aqui não!), mas de quebra conseguimos ótimas fotos da região do Porto e de Chora!

Chora

Porto Novo


CHORA

O programa oficial dos fins de tarde e noite em Mykonos é andar pelo centrinho de Chora. 

Chora

Uma das melhores partes do passeio a Mykonos, na minha opinião, é se perder pelas ruelas do centrinho de Chora. Literalmente! Depois de 3 noites perambulando por ali, ainda não conseguíamos nos situar! E nem espere nada do GPS, pois ele não funciona muito bem por ali… Caso queira achar algum lugar, a melhor tática é a mais antiga de todas: perguntar! 

Além dos restaurantes e bares, há muitas lojinhas vendendo desde souvenires até jóias. 



E lindas igrejas ortodoxas!


Paradas obrigatórias são os moinhos de vento, que ficam na beira do mar, onde o pôr do sol é um espetáculo, e a Little Venice, uma pequena costa onde os restaurantes avançam sobre o mar, lembrando Veneza. Tudo muito lindo! Mas como sempre, muito vento, roupa voando, cabelo na cara e tudo mais! Rss







Um último detalhe: Mykonos também é conhecida como a ilha dos gatos! Chegando lá você saberá porque: eles estão em toda parte. E como o fluxo de turistas é sempre grande, eles já são acostumados com gente, super fofos e domesticados! Eu que aamoo, me apaixonei ainda mais!



RESTAURANTES

Em Mykonos tem de tudo! Culinária grega, italiana, espanhola, inglesa, americana… Pra todos os gostos! Eu sempre gosto de provar a culinária local, mas confesso que na Grécia fiquei com poucas opções, tendo em vista o amor daquele povo por cebola e pepino… (argh!). Mas confesso que adorei o sanduíche no pão pita (com batata frita dentro do pão, hummmm), e as azeitonas… ahh, deliciosas!

Alguns lugares que fomos no centrinho de Chora:

- Cesar’s – Comida Italiana e Grega

- Pasta Fresca Barkia – massas e pizzas ótimas e bem servidas

Existem ainda alguns restaurantes na área de Little Venice, que é a faixa de casinhas que avançam no mar, formando uma paisagem muito linda. Não tive oportunidade de conhecer nenhum deles, mas imagino que assistir ao pôr do sol por ali deve ser sensacional. Mas pela localização, devem ser restaurantes bem no estilo turistão, com preços altos, qualidade razoável e muita lotação. Se você fizer questão do programa, pesquise com antecedência no Trip Advisor, e faça uma reserva.

Little Venice


VIDA NOTURNA

Neste ponto você deve estar sentindo falta de alguma coisa. Afinal, Mykonos não é famosa por ser a ilha das baladas e top DJs? Eu mesma fui com essa ideia de que a ilha rivalizava com a espanhola Ibiza no quesito baladas inesquecíveis! Mas sinceramente, de novo não sei se por conta de a temporada estar apenas começando, mas acho que a comparação não procede! Fui em Ibiza no ano passado e a ilha (ou seria a Espanha?) respira festa. Já em Mykonos, isso parecia apenas um detalhe. Há uma boate famosa na praia de Paradise, mas nem animamos de ir, pois além de ser longe do nosso hotel, a propaganda não convenceu!

Mas o que gostei bastante em Mykonos é que o Centrinho, além de lindo e super fotogênico de dia, traz várias opções de barzinhos e pubs noturnos, que começam a pipocar depois das 22h. Não é aquele estilo de super balada de Ibiza, parece mais com o estilo Soho de Londres, onde vc entra e sai dos bares e discotecas pagando só o que consumir, e as ruas ficam lotadas de jovens a noite toda. Eu particularmente adoro! 

Alguns lugares que entramos: 

- Scandinavian Bar, são na verdade dois locais, um é mais um bar, com cadeiras e mesas, e o outro, que fica em frente, é uma discoteca com dois andares. Música boa! 

- Semeli The Bar: Música ótima, turma super animada, mas drinks caríssimos! Peça a garrafinha de prosseco que fica mais em conta.

- The Porta: barzinho minúsculo com jovens tomando drinks e dançando. Ganhamos um shot na entrada e resolvemos ficar um pouco. 

Noite de Chora

Semeli Bar

Além desses barzinhos no centro, há algumas boates mais afastadas. A mais famosa é a Cavo Paradiso, que fica na Praia Paradise, à beira mar, mas não conhecemos.



Bom, por hoje é só! Espero poder voltar a esse paraíso logo para enriquecer essa nossa listinha! 


Por: Marcela Silva Bezerra