quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ilha de Capri - um bate-volta saindo de Sorrento

Este post é continuação do relato de minha viagem pela região da Campania, na Itália, publicada aqui.

Chegamos à minha parte favorita da viagem à Itália, e o motivo pelo qual agradeci a Deus por estar ali no ápice do verão! = ) 

Como falei no post passado, ficamos hospedados na cidade de Sorrento, de onde saímos para um bate-volta à ilha de Capri.

Capri é uma ilha localizada no Golfo de Nápoles, formada por grandes rochas, onde se localizam as cidades de Capri e Anacapri. A ilha é destino paradisíaco desde a antiguidade, local de lendas mitológicas e, mais recentemente, balneário disputado por turistas do mundo inteiro no verão.


Capri (Pixabay)

De Sorrento saem barcos rápidos em direção à ilha de Capri em vários horários. Resolvemos ir e voltar no mesmo dia, assim não precisaríamos transportar as malas pelo barco e pelas cidades, que são ambas localizadas no alto de encostas de pedra (o que significa subir e descer para chegar no hotel). 





Logo de cara dou um alerta muito importante: muito cuidado com o horário dos barcos na volta à Sorrento. Ao contrário do que possa parecer, no verão os últimos barcos saem cedo, por volta das 18h. Com o sol se pondo às 21h, a gente pode ficar meio perdido com o horário e corre o risco de perder o último barco (o que, diga-se de passagem, aconteceu com a gente...) 

Os barcos com direção à Capri desembarcam na Marina Grande, local onde há a venda de passeios de todos os tipos, dentre eles o que dá a volta à ilha, e o que leva à Gruta Azul. Há também a possibilidade de locação de barcos ou lanchas, o que é excelente se você está indo em grupo. Desta forma você tem mais liberdade para escolher o itinerário, horários, etc.


Marina Grande

Próximo à Marina Grande fica localizado o famoso “funicular” que é uma espécie de bondinho, o transporte mais prático à cidade, que fica láááá em cima da montanha. Você paga um ticket de mais ou menos 2 euros, e desce bem no centrinho da ilha. Outra forma de chegar ao topo da montanha é de táxi, ou ônibus, dando zigue-zague nas ruas super estreitas da encosta.

Funicular

De qualquer forma, quem chega na ilha pela manhã e sem malas (taí uma vantagem), indico já partir para os passeios, e só na volta subir para o centro. Como estávamos só nós dois, não teve jeito, tivemos que escolher um passeio coletivo. Escolhemos o passeio de volta à ilha, que custava 16 euros por pessoa, com duração de 2 horas, incluindo uma parada na Gruta Azul. 

A Gruta Azul, pra quem não conhece, é uma preciosidade formada por uma pequena entrada na pedra pelo mar, que de tão estreita só é acessível de canoa. Os barcos de passeio “estacionam” nas proximidades, e os nativos vem com suas canoas oferecendo o passeio, que é cobrado à parte. 

O que torna a gruta assim tão especial é a incidência dos raios solares na água transparente do mar, o que deixa o lugar com uma coloração inacreditável. Por isso a melhor hora para fazer o passeio é na metade do dia, entre 11h e 14h.


Gruta Azul (Pixabay)

(Pixabay)


O cruel é que, como a entrada é beeeem estreita, não é todo dia que se consegue entrar... Se a maré subir um pouquinho mais, ou se o mar estiver muito agitado, nem as canoas conseguem passar. E foi justamente o que aconteceu no dia que estávamos lá. Estava simplesmente impossível de entrar... Infelizmente (raamm), teremos que voltar lá uma outra vez para completar essa lacuna! 


O estado da Gruta Azul no dia que fomos...

Mas nem tudo estava perdido! O "Giro de Isola" foi simplesmente incrível! Passamos as duas horas boquiabertos com tanta beleza, e uma vontade maluca de pular no mar a todo momento!







Após o passeio, compramos o ticket do Funicular e subimos para o Centro da cidade, onde almoçamos e demos um rolé pelas ruas super charmosas, com seus hotéis lindos, pracinhas e lojas de primeira qualidade. Rolou muita vontade de voltar uma outra vez com mala e cuia, e ficar hospedada uma semana por ali! Que vidinha mais ou menos hein! Rss


Escolhemos um entre os milhares de restaurantes da redondeza, utilizando a dica fuga-dos-pega-turistas, ou seja, buscando as ruelas mais escondidas e sempre de olho no cardápio, que fica sempre na porta. Escolhemos um lugar que tinha uma sacada para o mar, pra variar com uma vista linda, o que você já vai estar se acostumando por aqui! =D

Uma vez em Capri, quis provar a autêntica culinária ítalo-mediterrânea: pedi um risoto de frutos do mar. Muito bom claro. Secundo piatto, dolci, e no final não podia faltar o Limoncello, uma espécie de licor típico da região da Costa Amalfitana. É bem alcoólico, mas o sabor é suave, agradável (limão docinho!) e refrescante (toma-se bem gelado). Hummm!




Limoncello


Após o passeio, queríamos ir a alguma praia, curtir o sol de verão e (enfim!) pular naquele mar azul! Conhecemos um casal de brasileiros no passeio de barco, que nos deram a dica de uma "praia" bem exclusiva, que só se chega de barco, e na verdade fica "organizada" em cima da uma grade pedra. De novo, nada de areia por aqui, vimos algumas praias de pedrinhas, mas todas bem lotadas. Ah, e mais um detalhe, a maioria das praias são privadas. Você paga um valor por pessoa e ganha acesso a uma cadeira, e (com um extra) um guarda-sol.

Para chegar ao local, chamado "Luigi ai Faraglioni", você precisa ir até à praia "La Canzone del mare", que pode ser por táxi, ônibus ou até a pé (mas é um pouco longe, só arrisque se você tiver o dia todo!). De lá saem barcos e lanchas, que te levam às praias de pedra próximas. Os barcos saem de 15 em 15 minutos, e o trecho custa se não me engano uns 5 euros por pessoa. O passeio é bem legal!


Barco indo para a praia di Luigi

Os "Faraglioni"!

A praia é na verdade uma faixa de pedra estreita, com acesso de barcos, um restaurante, uma área isolada no mar para banho, e um visual de tirar o fôlego!





Mais uma vez alerto: se você quiser fazer esse passeio e estiver num "bate-volta", tenha cuidado com os horários, pois o tempo pra chegar até lá e de lá para a Marina Grande é grande. Nós resolvemos ir pra lá as 16h, e isso nos atrasou demais, o que nos fez chegar na Marina Grande já depois do último barco pra Sorrento... Mas basta chegar à ilha bem cedo (e não às 11h, como nós...) que o tempo dá de sobra! 



Neste ponto você deve estar imaginando: como nós conseguimos ir embora da ilha? Bom, depois de um pequeno desespero e acharmos que teríamos de procurar hotel por toda a cidade para não dormir na rua (rs), nós descobrimos que ainda havia um último barco que ia para Nápoles. E de lá era possível chegar em Sorrento por terra. Foi o que fizemos então: fomos até Nápoles e de lá pegamos (mais uma vez) a famigerada linha de trem circunvezuviana, e chegamos (mortos de cansados) em Sorrento às 10h da noite... Bom, valeu o sufoco pra aprender a nunca mais se enganar com a altura do sol no verão europeu! =D


A idéia era incluir neste post o passeio de carro pela Costiera Amalfitana, mas pelo tamanho que ficou, acho melhor deixar para uma próxima!

Alla prossima amici!!


Por: Marcela Silva Bezerra

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Campania - De Nápoles a Sorrento, com pit stop em Pompéia

Chegou a hora de falar de um dos pedaços mais lindos da Itália (e do mundo)!  A região da Campania, cuja capital é Nápoles, e que engloba também o trecho de litoral intitulado Costa Amalfitana (Amalfi Coast, ou Costiera Amalfitana, para os íntimos!), faixa litorânea rochosa que inicia-se em Sorrento e segue até Salermo, passando por pequenos vilarejos super charmosos encrustados nas rochas, como Positano e Amalfi. Próximo dali fica o Vesúvio – o vulcão – e as cidades vizinhas, inclusive as ruínas de Pompéia e Herculano.

Vou repassar a vocês nosso roteiro, e algumas dicas de alterações que vimos serem interessantes!



Saímos de Roma em direção a Nápoles via trem rápido. Escolhemos a companhia Italotreno, que tinha acabado de ser inaugurada, e estava com umas promoções ótimas. Porém, a companhia mais famosa de trens da Itália é a Trenitália, que possui tanto trens rápidos, que fazem o trecho Roma – Nápoles em até uma hora, como trens mais lentos, que podem fazer o mesmo trecho em duas horas ou mais. Quando for fazer sua pesquisa, atente para a duração da viagem. Às vezes vale a pena pagar mais barato e aumentar o tempo de viagem, mas se você conseguir comprar a passagem com uma antecedência boa, como foi nosso caso, os trens rápidos podem estar com quase o mesmo preço dos demais!

Mas, voltando à Italotreno, caímos em uma primeira pegadinha: todos os trens da Trenitália que vão em direção à Nápoles saem da estação de Termini, maaaas os trens da Italotreno saem de outra estação (no nosso caso, foi a estação Tiburtina)... Como a companhia só estava em operação a dois meses, não havia muitos avisos nesse sentido, caímos nesse equívoco, e quaaase perdemos o nosso trem! Mas, nada como um taxista maluco e muita correria para salvar o dia! Entramos no trem no último minuto e partimos em direção a Nápoles!

A viagem é bem rápida e agradável. Os trens da Italotreno são novos e confortáveis, tem serviço de Wi-fi, e há espaço suficiente para malas.


Em Nápoles, como sabíamos que chegaríamos na Estação Central, e de lá partiríamos para o restante da viagem, escolhemos um hotel que fica exatamente em frente à estação, para evitar a necessidade de deslocamento com as malas. Existem vários hotéis na proximidade. O que escolhemos foi o Starhotels Terminus.

O que posso dizer a respeito do hotel e da região é: a impressão inicial não foi das melhores, pelo fato de a Praça Garibaldi (que fica em frente à estação) estar totalmente fechada para obras no período, o que deixava um ambiente meio “pesado”.

Sobre o hotel em si, vimos algumas opiniões negativas no Booking.com, mas ao chegarmos encontramos um simpático atendente na recepção, que quando viu que nós estávamos em lua de mel, ficou repetindo várias vezes que nos levaria para um “nice room”! Chegando no tal quarto, tenho que concordar, era muito bom mesmo. Amplo, cama boa, poltronas, até um pequeno “closet” tinha. Mas levando em conta a alegria do atendente e as opiniões negativas que vimos, desconfio que o tal quarto era uma exceção no hotel! Fora isso, o café da manhã era ótimo, o Hall muito bonito e o pessoal muito atencioso. Inclusive conseguimos deixar uma mala guardada por lá por 3 dias, enquanto fazíamos o passeio pela Costa Amalfitana, sem custo algum!

O "nice room" do Starhotels Terminus!

Chegamos na cidade por volta das 11h da manhã, e já partimos para conhecer alguns destinos, pois no dia seguinte já iríamos seguir viagem. Em nossas pesquisas vimos que Nápoles não era um destino muito aclamado pelos turistas, inclusive muitos indicam pular a cidade do roteiro... Realmente, não é um destino tão turístico como os demais que conhecemos na Itália. Nápoles parece mais uma cidade real, com todos os problemas de uma. A estética não é das melhores, há sujeira nas ruas, e muitas obras. Em alguns lugares você se sente um pouco inseguro, principalmente pela fama da cidade na ocorrência de pequenos furtos. Mas não vimos nada de errado nesse sentido.

Em nosso passeio fomos ao Museu Arqueológico, onde estão os maiores tesouros encontrados nas redondezas, inclusive peças encontradas na cidade de Pompéia, que foi destruída pela erupção do Vesúvio. Achei muito interessante, vale o passeio!





Após, passeamos por algumas praças e conhecemos o bairro “quartieri spagnoli”, super colorido e de arquitetura interessante. Ali você se sente realmente em Nápoles! Mas atenção: é um bairro bem popular, com pessoas simples, roupas penduradas entre as ruas, etc. No entanto, há uma avenida grande com várias lojas, uma pena que era um domingo, e muitos lugares estavam fechados.

Rua lateral do Quartieri Spagnoli

 Infelizmente não tivemos tempo de conhecer outros lugares recomendados, como os Castelos (Nuovo e do Ovo) e outros museus. Talvez se tivéssemos chegado mais cedo na cidade, seria suficiente para ver tudo. Sinceramente, não recomendo mais de um dia e uma noite em Nápoles. Se quiser ver tudo, pegue o primeiro trem de Roma, chegue mais cedo, faça um passeio completo, e à noite vá em alguma pizzaria famosa!

Como nossa prioridade era o que estava por vir, partimos no dia seguinte cedo, de trem local, rumo a Sorrento. Aqui não estamos falando de trem de super-velocidade, nem cheio de regalias. É uma linha de trem metropolitana, a “Circumvezuviana”, com trens bem velhos e apertados, que param a cada 15 minutos e num entra e sai danado de gente. Se for fazer este trecho de trem, evite levar muita bagagem. Como nós voltaríamos à Nápoles para pegar um vôo, nós resolvemos deixar uma das malas no próprio hotel, e levamos apenas a outra, menor, e uma mochila. Ainda assim ficou um pouco apertado...

No meio do caminho entre Nápoles e Sorrento, fica o sítio arqueológico da cidade de Pompéia, que nós fazíamos questão de conhecer. Então, descemos do trem, fomos até a entrada do parque, onde existe um porta volumes (detalhe: há uma pequena caminhada e alguns degraus até lá), e iniciamos o passeio. Já era quase meio dia e como o local é formado praticamente de pedras, sem sombra nenhuma, enfrentamos um calorzinho básico. Mas, com nossas garrafinhas de água a postos e depois de um pit stop sagrado para almoçar numa lanchonete com ar condicionado (ufa!), conseguimos continuar o passeio e vimos a cidade inteira. Achei muito interessante mesmo, vale a pena todo o sufoco.

Pra quem não conhece, a cidade de Pompéia foi destruída pela erupção do Vulcão Vesúvio, no ano de 79 DC. As cinzas provocadas pela erupção atingiram a cidade rapidamente, matando todos os seus moradores. Estas cinzas foram também responsáveis pela conservação de muitos corpos no local, assim como a estrutura da cidade, por todos estes anos.

 Chegando às ruínas da cidade de Pompéia

 Alguns corpos que foram encontrados no local, após a erupção do vulcão, ainda conservados



 O Anfiteatro de Pompéia

Vista panorâmica da cidade com o Vesúvio ao fundo

Depois de um sorvetinho delícia na saída, voltamos à estação e continuamos o caminho até Sorrento, onde chegamos no fim da tarde. Vale ressaltar aqui que há outra forma de chegar a Sorrento saindo de Nápoles, que não pela Circumvesuviana. Na alta estação existe um serviço de Ferry que liga as cidades, saindo de um dos Portos de Nápoles (a cidade tem dois portos, vale confirmar o correto pela Internet na época da viagem para evitar problemas). Assim você evita a viagem nada agradável de trem, mas por outro lado, perde a linda vista do Vesúvio, e a possibilidade do pit stop em Pompéia...

Em Sorrento, novamente, escolhemos um hotel que ficava relativamente próximo da estação, e como agora estávamos com bem menos bagagem, foi tranqüilo chegar até ele. Ele fica na encosta de uma grande formação rochosa, à beira-mar. O engraçado é que, ao chegar no hotel, em vez de subir escadas, você desce! Os quartos ficam meio que encaixados no meio da pedra, e a vista é sensacional! É, chegamos na Costiera Amalfitana!


 Vista do nosso quarto para o mar Tirreno e o Vesúvio

Vista da varanda para a encosta de Sorrento

O Hotel se chama “Grand Hotel Europa Palace”. Foi um dos melhores da viagem! Quarto gi-gan-te, duas (!) varandas, cada uma com uma vista magnífica! Nunca tínhamos ficado em um hotel tão bom, então ficamos meio bobos! rss! Há um elevador que desce até o nível do mar, onde há uma piscina e um píer, com algumas cadeiras de praia, que dá acesso ao mar. Uma coisa que é bem rara de se encontrar nessa região é aquilo que chamamos de “praia”. Areia quase não existe. Quando há uma faixa entre a pedra e o mar, geralmente é formada de pedrinhas. Mas o mais comum em Sorrento é a construção destes pequenos piers de madeira, com uma escadinha que dá acesso à água.


Olha só os quartos do hotel no meio da pedra!

Café da manhã mais lindo do mundo!

Sorrento é uma cidade pequena, mas tem um centrinho com muitos restaurantes, cafés e lojinhas. Se estiver precisando comprar alguma coisa, compre logo, pois este é um dos últimos locais com uma certa “civilização” no caminho da Costiera! À noite conseguimos dar um passeio pelo centrinho e jantamos em um restaurante lindo, com uma trilha sonora impecável. Lembro que tocou inclusive a música que escolhi para entrar na igreja no nosso casamento, momento mágico reviver isso!

Restaurante em Sorrento (L'Abate)


No próximo post falarei de Capri e do passeio de carro que fizemos pela Costa, e algumas dicas do que pretendo mudar neste roteiro para uma próxima viagem!


Por: Marcela Silva Bezerra

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Roma - o essencial



Nosso passeio pela Itália começou por Roma. Como a maioria dos brasileiros, nós preferimos comprar a passagem saindo do Brasil de ida e volta em conjunto, pois sai mais barato. Mas hoje vejo que isso nem sempre é uma boa ideia, pois ter que voltar pra mesma cidade pra pegar o vôo de volta às vezes te faz perder tempo e, claro, a oportunidade de conhecer outro destino! Hoje vejo que se tivéssemos comprado o volta saindo de Milão, por exemplo, teríamos incluído a cidade no nosso roteiro, o que não aconteceu. E o deslocamento teria sido até mais fácil, pois já estávamos bem perto, na Toscana...

Enfim, essa é uma dica que dou, quando for comprar sua passagem, sempre faça uma pesquisa na sessão “vários destinos”, que permite combinar vários trechos, e não só um de ida e outro de volta. Já fiz viagens assim e às vezes nem sai tão mais caro!

Bom, Roma é a cidade símbolo da Itália, uma pérola da humanidade, a todo momento são descobertas ruínas de grandes monumentos de épocas passadas em seu subsolo. Equipes de arqueólogos trabalham incessantemente na cidade, que foi sendo construída verticalmente, o que acabou encobrindo as jóias da antiguidade e do Império Romano. Uma parte da cidade tem mesmo um jeitão esquisito, como se fosse um grande sítio arqueológico. Você se sente como se estivesse passeando em um grande museu a céu aberto, um parque de diversão, só que real!



Mas, ao contrário do que possa parecer, Roma não é só ruínas. É muito mais do que isso! A riqueza cultural da cidade impressiona. Fora deste circuito protegido existem museus, praças lindíssimas, ruas inacreditavelmente estreitas que escondem cafés, bares, restaurantes, sorveterias e claro, igrejas, muitas igrejas, todas espetaculares. Costumo brincar que em Roma onde quer que você esteja, você está há pelo menos três minutos de caminhada de alguma igreja!

Passamos apenas 4 dias em Roma, e alguns problemas nos atrapalharam, o que nos deixou uma imensa vontade de voltar! Mas vou dividir aqui algumas dicas que conseguimos colher nesta rápida estadia, que podem ajudar a formar um passeio ideal para uma primeira visita à cidade.


Chegada na cidade

O aeroporto mais utilizado de Roma, e pelo qual chegamos, é o Aeroporto Leonardo da Vinci, localizado em Fiumucino. A cidadezinha fica a uns 30 km de Roma, o que dificulta um pouco o transporte. A opção de táxi fica bem cara, por volta de 55 euros.

Há, no entanto, opções mais em conta. Existe uma linha de trem expressa que liga o aeroporto à estação central de Termini, sem paradas. A passagem custa por volta de 17 euros.

Outra opção, que acabamos escolhendo por estarmos com muita bagagem, são as vans, que te deixam na porta do hotel. Se eu não me engano pagamos 40 euros. Vale a pena se você não quiser carregar malas por trens, estações e pela rua, até seu hotel. É quase o preço do táxi, mas você não precisa pagar gorjeta, tem a possibilidade de conhecer outras pessoas no caminho e, se seu hotel for dos últimos, de quebra ainda ganha um passeio de boas vindas pela cidade!


Hospedagem  

A região mais popular de hospedagem em Roma é sem dúvidas o entorno da estação de Termini. A facilidade de acesso ao aeroporto por trem expresso e os preços mais em conta tornaram essa região bastante requisitada. O bairro fica relativamente próximo à região das escavações, o Coliseu e o Foro Romano, mas mais distante do Centro Histórico e das Piazzas. O transporte é fácil por meio de metrô, mas creio que já fica longe para se locomover andando. Sem contar que, pelo pouco que andei por lá, achei a região meio esquisita!

Outra parte da cidade que possui uma boa concentração de hotéis é o Centro Histórico, onde ficamos. Os preços são mais salgados, mas o que se dizer de ficar no coração de Roma? Esqueça as ruas largas e paralelas, os quarteirões quadrados e chatos do Termini. Aqui achar o seu hotel pode ser uma brincadeira de labirinto! As ruelas são estreitas, charmosas e nunca retas. Você anda fazendo curvas e se perde sem nem perceber! É como estar hospedado no meio de uma atração turística. As melhores tratorias, pizzarias e gelaterias ficam por ali. O movimento de turistas é alto durante o dia e a noite. As piazzas ficam lotadas, feiras de dia e diversão de noite. Sem contar que, estando ali no miolo, os passeios são quase todos feitos à pé. Só pegamos táxi para ir ao Vaticano, que fica mais distante, e um bondinho até Trastevere. Enfim, na minha opinião, vale sim o investimento. O hotel que ficamos foi o Hotel Smeraldo, uma indicação do site Viaje na Viagem. O Hotel fica próximo à Piazza Campo Di Fiori, uma das minhas preferidas, e não tive nada que reclamar, o que para um hotel na Europa é quase um milagre!

Há também os que preferem ficar hospedados mais longe do movimento da cidade e, para estes, há a opção dos arredores do Vaticano, onde os hotéis são mais em conta. Se você quer priorizar esta região em sua viagem, é uma boa opção.

Neste link você encontra a descrição de diversos hotéis em todas as regiões da cidade: http://www.viajenaviagem.com/2011/04/hoteis-em-roma-os-relatos-dos-leitores/


Passeios Obrigatórios

Quando se fala em Roma, o que logo vem a mente, é claro, são as ruínas históricas, o Coliseu, o Foro Romano. Este é um passeio imprescindível, mas é preciso ter algumas precauções. Primeiro: esta região, no verão, é muito, mas muuuuito quente. Se você tem dificuldades em lidar com o calor, evite essa época do ano, pois além do passeio em si, ainda há que se contar com as longas filas (afinal, é alta temporada), quase sempre em baixo do sol. Mas se não der pra evitar (como foi o nosso caso), use roupas leves, abuse do protetor solar, escolha horários em que o sol está mais fraco e guarda-sol e garrafinha de água são sempre uma boa idéia!

Kit Sobrevivência no verão de Roma

Uma dica para evitar as longas filas do Coliseu é comprar o ingresso pela Internet, escolher um combo que inclua o Foro Romano e começar por este último. Quando você sair e for ao Coliseu, não precisa mais enfrentar a fila!

Fizemos este passeio, incluindo o monte Palatino e a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, sem pressa, em um dia, parando pra almoçar, e voltamos ao hotel no fim da tarde. Caso o tempo seja corrido, creio que em uma manhã dá pra ver tudo.

Vista interna do Coliseu

Outro passeio obrigatório em Roma é pelo Centro Histórico da Cidade. A região é bem extensa, possui vários monumentos interessantes, como o Pantheon e a Fontana de Trevi, e praças famosas: a Piazza Navona, Piazza di Spagna, Campo di Fiori, dentre outras. É um passeio de muita caminhada, e pra variar, com muuuita gente no caminho. Em cada um destes pontos turísticos você provavelmente encontrará duas ou três excursões de japoneses (eles estão em todo lugar!), mas nem precisa se preocupar, eles são tão educados e certinhos que não dão trabalho nenhum! Agora se cruzar com uma excursão de brasileiros... Prepare-se para ver confusão!! rss..

Sugiro fazer o passeio: Campo Di Fiori – Piazza Navona – Pantheon – Fontana di Trevi. Na praça de Campo di Fiori funciona uma feira pela manhã que originalmente vendia - claro - flores, mas hoje você encontra uma infinidade de produtos, incluindo frutas, especiarias, e a tão desejada trufa, além de artesanato e lembrancinhas. A Piazza Navona tem belíssimos monumentos como a Fonte dos Quatro Rios, uma das mais bonitas da cidade. Linda também a Fontana di Trevi, mas você tem sorte se conseguir chegar perto o suficiente para tirar uma boa foto!

Fontana di Trevi

Próximo à Piazza de Spagnia estão localizadas as lojas de grife mais famosas, e numa região próxima existem lojas maiores como a Sephora e a Zara. Dependendo da vontade de comprar, vale um passeio à parte!

É bom também reservar um dia inteiro à região do Vaticano. Na alta temporada as filas são muito grandes, e o calor também é um problema, principalmente porque não se pode entrar com os ombros e joelhos à mostra. No dia que visitamos os museus do Vaticano e a Basílica de San Pietro, o local estava muuuuito lotado, a ponto de incomodar... Pretendo voltar em uma época mais tranqüila, para aproveitar melhor a visita. No mesmo dia da visita ao Vaticano, incluímos um tour pelo Castelo de Sant`Ângelo, que para nossa alegria, estava bem mais tranqüilo e fresco! Lá no topo você encontra uma vista incrível do Vaticano e da cidade.

Vista do Castelo de Sant`Ângelo


Um passeio noturno imperdível é ao bairro de Trastevere. Ali encontramos bares e restaurantes que tornam a região mais animada durante a noite. Muitos jovens freqüentam as ruas até tarde e algumas casas tocam músicas mais dançantes. No entanto, se você procura boates propriamente ditas, sugiro pesquisar em outro lugar, pois nós não encontramos nada parecido por ali! Aliás, Roma não me pareceu ser nem de longe uma cidade noturna... Mas quem sabe em uma segunda visita eu descubra algo que me faça mudar de idéia?

Bom, esses foram os passeios que conseguimos fazer. Existem muitos outros pontos de interesse na cidade, que queremos explorar em uma próxima viagem, e então atualizaremos aqui!


Restaurantes

Como já adiantei no post passado, na Itália dificilmente você encontrará uma comida ruim. Não espere atendimento de primeira, lá os garçons não estão preocupados em te mimar, o compromisso deles é unicamente com a comida. Afinal de contas, o que faz os italianos irem a um restaurante é ela, só ela!

Durante nossa estadia na cidade, não fomos a nenhum restaurante “recomendado”, fomos descobrindo os sabores, literalmente, pelo meio do caminho. Claro que existem os famosos restaurantes pega-turistas, e apesar de facilmente identificáveis, há momentos em que não temos alternativa e acabamos caindo em um (no nosso caso, um restaurante que ficava em frente ao Coliseu, que não fiz questão alguma de lembrar o nome).

Mas quando der pra evitar, não hesite: eles geralmente ficam em frente, ou quase em frente a alguma atração turística, estão sempre lotados (o que te passa aquela sensação de “segurança”) e, claro, são bem caros. O que não dá pra ver de cara é que a comida na maioria das vezes é um clássico “nada de mais”.

A minha dica é ter sempre a mão o aplicativo do TripAdvisor, que te localiza no mapa e mostra os melhores restaurantes próximos a você. Assim dá pra passar em frente, olhar um pouco, ver os preços e escolher! Você logo perceberá um padrão: os melhores restaurantes quase sempre estão em uma ruela mais escondida, onde você nunca acharia sozinho! rss

Dos restaurantes que me lembro serem muito bons, cito a Tratoria Moderna, que ficava exatamente em frente ao nosso hotel, onde comemos duas vezes maravilhosamente bem; uma pizzaria bem “pé sujo”, também pertinho do hotel e que fomos sem nenhuma expectativa, mas que nos surpreendeu, tanto com a pizza como com a massa (pedimos um spagheti a carbonara): Voglia di Pizza; e uma gelateria na Piazza Campo di Fiori, que infelizmente não lembro o nome, mas acho que é a única de lá.




Tratoria Moderna - Primo Piatto e Secundo Piatto


Comunicação (Contribuição de meu assessor especial para assuntos tecnológicos – o marido)

As melhores formas de se comunicar e estar conectado à internet em viagens internacionais serão objeto de um post próprio. Mas na maior parte dos casos, a dica é comprar um chip (ou, melhor, simcard) para celular pré-pago, com internet inclusa. Assim você tem uma forma de comunicação local (minutos), e de quebra garante acesso a internet de onde estiver.

Com relação à Itália em geral, a nossa escolha de operadora foi a TIM (sim, a TIM lá funciona e muito bem). Aliás, já no Aeroporto de Roma era possível comprar o simcard por 10 euros, e ele já vem carregado com 5 euros de crédito. Já fica a dica de não procurar outra operadora, pois a TIM é versátil e com boas promoções. Aliás, as ofertas da TIM Itália mudam constantemente. Então recomendo verificar a promoção do mês. Com certeza o atendente já saberá o plano mais adequado para o turista. 



Espero que as dicas sejam úteis, e qualquer dúvida, pode comentar, que tentarei ajudar!


Por: Marcela Silva Bezerra


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Cellar Wine Bar + Bistrô

Uma noite de sábado dessas nós estávamos com vontade de conhecer um lugar novo, para tomar um vinho, comer alguma coisa, curtir um romance. Então resolvemos procurar no site Veja Brasília (salvador da pátria) e buscamos a categoria "melhor barzinho para ir à dois". Grande foi a nossa surpresa quando vimos a indicação de um lugar bem pertinho de casa, e resolvemos ir lá conhecer.



O Cellar Wine Bar e Bistrô fica no subsolo de uma quadra comercial do Sudoeste. As mesas são dispostas no pátio do lado externo de onde durante o dia funciona a Adega. Daí você logo percebe que a carta de vinhos é bem completa!

Com a ajuda do somellier, resolvemos provar um vinho tinto espanhol (Borsao Garnacha), bem suave, como prefiro. 



O cardápio do restaurante é focado em "finger foods", ou seja, poções de entradinhas e snacks gourmet. Realmente fica até difícil de escolher, com tantas opções de dar água na boca! Escolhemos uma espécie de trouxinha recheada com carne, servida com um molho pesto delicioso.



A idéia era ficar a noite toda nos snacks, mas o restaurante estava com uns pratos especiais do dia, e a sugestão do cheff era um risoto de filé mignon, que servia duas pessoas. Aí é covardia né? Tiveeeemos que pedir! A quantidade foi excelente pra nós que já tínhamos comido 4 trouxinhas.





O ambiente do bar é bem interessante, com sofás, mesas grandes e pequenas, e o atendimento é muito bom (coisa rara hoje em dia). Após pedir a conta, ainda ganhamos um shot de cortesia! Muito legal!

Enfim, uma boa sugestão pra curtir o sábado a noite a dois! Recomendo!


Cellar Wine Bar
Endereço: CLSW 103, bloco A - loja 35, subsolo - Sudoeste - Brasília
Telefone: 3344-7353
http://cellarwinebar.com.br/