segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Viajando de carro pela Costa Amalfitana

Finalizando o relato sobre a região da Campania, que você pode encontraaqui e aqui, neste post vou relatar o passeio de carro que fizemos pela famosa Costa Amalfitana. Trata-se de uma estradinha construída no meio das grandes encostas de pedra que formam pequenas faixas de praia de um lindo azul turquesa.



Recapitulando, estávamos hospedados na cidade de Sorrento, de onde fizemos um bate-volta à ilha de Capri. No dia seguinte pela manhã alugamos um carro para dirigirmos em direção a Positano, onde iríamos passar a noite.

Pesquisamos bastante sobre a forma de transporte pelas estradinhas super estreitas da Costiera. Muitos relatos diziam que a estrada é perigosa, que no verão a região é bem lotada, o que dificulta achar estacionamento, e indicando fazer o descolamento de ônibus. A desvantagem deste transporte é a necessidade de levar as malas do hotel até a parada e vice-versa, lembrando que as cidade aqui são praticamente “verticais”, um sobe e desce bem desgastante... Outra desvantagem é o fato de que no ônibus não há a possibilidade daquela paradinha no meio do caminho para uma foto de porta retrato! Bom, levando tudo em consideração, resolvemos alugar um carro, na verdade, meio carro.. rss




O Smart Fortwo é uma ótima opção para quem está passeando pela Costa Amalfitana sozinho ou em duas pessoas e SEM MUITA BAGAGEM! Uma mala pequena e uma mochila lotaram o “espaço” chamado de porta-malas... Os bancos são confortáveis e o melhor: o carro cabe em qualquer lugar! Mesmo assim, resolvemos pagar o estacionamento privado do hotel, pois o carro ia passar uma noite em Positano, e não quisemos arriscar.

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Positano fica a apenas 18 km de Sorrento, mas a estrada é sinuosa e muito estreita, o que pode causar alguns engarrafamentos. Mas a vista é magnífica! Paramos algumas vezes para registrar, claro! Mas mesmo durante a rota, é impossível (para o passageiro, claro) não tirar os olhos do precipício e do mar!







Resolvemos reservar um hotel em Positano, pois em todos os sites que pesquisei a cidade foi indicada como a joia da Costa Amalfitana, e as fotos dos hotéis que achamos na Internet eram de dar água na boca! No entanto, só pudemos ficar uma noite na cidade, o que hoje vejo que foi pouco, muuuito pouco!!!

O hotel que ficamos foi o Montemare, fácil de acessar pela estrada, pois o carro pára em frente (muitos hotéis tem acesso complicado, através de degraus, pra cima ou pra baixo), com um restaurante ótimo, e a vista... Sem palavras!


Vista do restaurante do hotel

A varandinha do nosso quarto!

Para ter acesso à praia (pelo menos do nosso hotel), basta seguir um caminho interno feito basicamente de degraus. A descida é moleza né? Rs! Lá em baixo você encontra um centrinho turístico, com lojas de artesanato, restaurantes, uma igrejinha... e a praia!
  





As cadeiras de sol e guarda-sol são pagas. Se não me engano por 20 euros você tem acesso pelo dia todo. Nesta praia há também uma pequena marina, de onde saem barcos para Capri, Sorrento, e outras cidades próximas. Há também o serviço de locação de barcos e passeios guiados. Fiquei com muuuuita vontade de fazer, mas o tempo não me permitiu... Ficamos só pela praia mesmo, até o fim da tarde.

À noite escolhemos um restaurante próximo ao hotel, muito requintado, a comida excelente, o vinho sensacional. O restaurante do nosso hotel também estava bem animado, com música ao vivo, que combinada com a lua cheia que estava fazendo, deixava o ambiente perfeito!

Noite em Positano

No dia seguinte, arrumamos as malas (novamente) e continuamos na estradinha do paraíso, rumo a Amalfi, que fica a 18,5 km de Positano. Demos uma passeada rápida mas não descemos na praia, pois a idéia era ir a Ravello, mais 6 km montanha acima. Esta é uma cidade serrana (fica no topo da montanha), onde existem algumas vilas antigas. Diante da posição mais alta, a vista de Ravello é a mais favorecida.



Fizemos o passeio no centro da cidade, que você entra a pé (carros só de moradores), e compramos a entrada para a Vila Cimbrone, que fica no topo da cidade. Para chegar até lá, claro, você precisa subir um pouquinho... Mas nada que não valha o sufoco ao chegar! A Vila é formada de lindos jardins, super coloridos, que têm como ponto alto o "Belvedere infinito", um mirante com bustos de pedra, só estando ali pra entender a sensação indescritível de estar naquele lugar!






Belvedere Infinito

Há também a Vila Rufolo, onde ocorre um festival de música clássica com várias apresentações desde abril até outubro. Vale a pena ver o calendário, quem sabe você consegue assistir alguma?

(Pixabay)

Após o passeio voltamos até Sorrento, onde entregamos o carro e pegamos o trem a Nápoles (onde estava nossa mala, lembram? rs), pois tínhamos um vôo saindo de lá no dia seguinte. Chegamos já a noite, mas ainda deu tempo de conhecer a famosa "Pizzeria da Michele", citada no livro "Comer, rezar e amar" como a melhor do mundo. Uma fila de espera nada básica, foto da Júlia Roberts na parede, uma pizza gigante pra cada e... Nada demais! A pizza é diferente do que estamos acostumados, a massa é mais borrachuda, e bem saborosa. Tanto que o único sabor da casa, Marguerita, já agrada. Mas daí a ser a melhor do mundo... Há controvérsias! rss




Bom, assim acaba meu rápido passeio pela região da Campania. A preparação foi muito grande, calculada e planejada, mas claro que a realidade às vezes é bem diferente daquilo que a gente imagina. E eu realmente não imaginava que iria amar taanto esse lugar!! Portanto, se fosse fazer essa viagem hoje, eu faria algumas alterações:

1- Coisa que se aprende na prática: Mudar de hotel é o mais lógico, se você quer conhecer várias cidades em um caminho linear, mas às vezes é um tiro no pé. O tempo que você economiza em viagens de ida e volta, você perde fazendo e desfazendo malas, carregando-as, fazendo check in e check out. Hoje, numa viagem de mesma duração, faria diferente: escolheria uma única cidade como base, talvez no meio do caminho entre Nápoles e Salerno, e com alguma infraestrutura (Sorrento me pareceu uma boa), e faria passeios de bate-volta, sempre voltando para dormir no mesmo hotel. As cidades são bem próximas, e na maioria delas, à noite, não há tanto movimento assim que justifique uma pernoite.

2- Maaas, sendo um tipo de viagem mais tranquilo, que é o que pretendo fazer numa próxima vez, com bastante tempo disponível para passar vários dias em cada cidade, pretendo ficar alguns dias hospedada em Positano, outros em Capri, fazer deslocamentos via barco e não trem (uma vez que já conhecemos Pompéia), e o principal: relaxar, que é a melhor coisa a se fazer por aqui!!


Por: Marcela Silva Bezerra


Um comentário:

  1. Olá, sou Mariana, brasileira e moro em Positano há 10 anos, para qualquer informação para translado, hospedagem e/ou excursões para Capri e Costa Amalfitana, estarei a disposição.
    Tenho ótimos apartamentos super novos e mobilados.
    Podem entrar em contato pelo meu email nany_mbr@hotmail.com ou WhatsApp +393349129013

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