quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Chiang Mai - O que fazer em 24 horas na cidade

Após conhecermos rapidamente o Vietnam e o Camboja, nosso roteiro pelo Sudeste Asiático retornou à Tailândia, na cidade de Chiang Mai. Localizada ao norte do país, Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia. 

A cidade chama atenção pela quantidade e beleza de seus templos, que são bem concentrados na cidade antiga. Em uma mesma quadra chegamos a ver 3 ou 4 templos! Além desse aspecto, Chiang Mai também ficou famosa pelos vários passeios que podem ser feitos em seus arredores, como um dia em santuário de elefantes, uma visita à tríplice fronteira, entre a Tailândia, Laos e Myanmar, e à cidade de Chiang Rai.

Chiang Mai

Chiang Mai


Chiang Mai

Como fica localizada a aproximadamente 800 Km da capital Bangkok, o acesso à Chiang Mai é um pouco mais complicado. Há a possibilidade de ir por terra, através do trem noturno, que possui cabines coletivas e individuais. Porém é uma viagem cansativa e, dependendo da classe, bem desconfortável. O trajeto dura mais ou menos 13 horas. Também existem ônibus que fazem o trajeto, durando quase o mesmo tempo. Apesar de essas duas opções serem sem dúvida mais baratas que o avião, este último acaba sendo o preferido, até pelas constantes promoções das companhias low cost tailandesas.

Nos fomos a Chiang Mai saindo de Siem Reap, no Camboja. Não existem voos diretos para este trecho, então fizemos uma conexão em Bangkok. Como o primeiro trecho era internacional, precisamos fazer o controle de passaporte. Mas atenção: quem tem conexão para um voo doméstico (como era o nosso caso) não precisa sair do terminal, nas filas comuns de imigração. Basta seguir a indicação dos atendentes para o local de transferência que há uma fila exclusiva, bem mais rápida. No entanto, não esqueça de passar no health control e buscar o certificado da vacinação contra a febre amarela! Todas as vezes que entramos na Tailândia esse procedimento é exigido (nós já tínhamos feito dias antes, mas como saímos do país, na volta é obrigatório fazer novamente).

Parada obrigatória ao entrar na Tailândia!

Chegando no aeroporto de Chiang Mai, você tem três opções de transporte: Táxi, de valor tabelado; Uber, que estava em preços maiores que o táxi quando fomos, e a opção mais econômica, o Redtruk (um carro de tração convertido em transporte coletivo, bem comum por aqui). Por conta das bagagens, preferimos o táxi. O valor da corrida para o centro era tabelado, então tanto faz pegar o táxi oficial ou os comuns.


HOSPEDAGEM

A melhor região para se hospedar em Chiang Mai é dentro da cidade antiga, que é toda murada e fácil de caminhar. Porém, alguns hotéis localizados próximo aos muros, do lado de fora, são também ótimas opções. 

Nossa escolha foi o Lanna Tree Boutique Hotel, localizado dentro da cidade antiga, bem próximo ao Zoe in Yellow, uma espécie de galeria de bares que fica bem movimentada a noite. A região fica relativamente próxima dos mercados mais famosos da cidade, localizados na saída leste da Old City. A pé se leva uns 20 minutos, e de carro uns 5.

O hotel é bem novo, moderno, tem piscina e café da manhã incluso (em serviço de "combo", a la carte). Nosso quarto era amplo, bonito e agradável. Creio que foi um dos melhores hotéis que ficamos na Tailândia! 

Lanna Tree Boutique Hotel

Lanna Tree Boutique Hotel

Veja mais opções de hotéis em Chiang Mai aqui.


O QUE FAZER

Chiang Mai tem uma infinidade de programas a serem explorados, de todos os estilos, desde templos, mercados de todos os tipos, massagens (existem várias escolas oficiais de massagem tailandesa nessa região), aulas de culinária, visita a santuários de elefantes e a cidades próximas. Você pode ficar até uma semana por lá e ter seus dias cheios e bem aproveitados!

Uma das várias casas de massagem da cidade

Nós ficamos apenas 2 dias completos na cidade (sendo que o segundo foi dedicado aos elefantes), então tivemos que priorizar alguns programas sobre outros. No nosso primeiro dia, resolvemos conhecer o centro antigo da cidade, da melhor forma possível: à pé. O calor incomoda um pouco, mas o clima na cidade estava bem melhor que em Bangkok e Siem Reap, o que tornou o passeio mais agradável.

Comparo os templos budistas da cidade de Chiang Mai às igrejas em Roma: Um (ou mais) em cada esquina! A maioria dos templos da cidade é de entrada gratuita e acesso livre, com algumas exceções. Seguem os nomes de alguns dos templos que visitamos:

- Sadue Muang

Este pequeno templo fica na rua ao lado da praça do "Three Kings Monument", quase no meio da rua mesmo. Não há um complexo fechado, mas vale a visita se você passar pela praça, pois a arquitetura é belíssima.

Sadue Muang


- Wat Phan Tao

Este templo é bem diferente dos demais em Chiang Mai por ser todo de madeira, numa arquitetura não menos impressionante. No complexo em que fica localizado existe um pequeno jardim com lindas árvores e decorações chinesas. Há também uma escultura em ouro belíssima. A entrada ao complexo é gratuita.

Wat Phan Tao

Wat Phan Tao


Wat Phan Tao

Wat Phan Tao
Wat Phan Tao

Wat Phan Tao


- Wat Phra Singh

Este é um dos templos mais famosos da cidade, sendo um complexo grande com templos e jardins. O templo principal tem o interior belíssimo, e algumas esculturas em gesso de monges famosos, super realistas! Demoramos um pouco até pra perceber que a escultura principal não era de fato um monge super concentrado! 😂

Wat Phra Singh

Wat Phra Singh

Wat Phra Singh

Ao fundo dessa estrutura fica a famosa pirâmide de ouro, belíssima. A entrada do complexo é gratuita.

Wat Phra Singh
Wat Phra Singh


 - Wat Sri Suphan (Templo de Prata)

Este templo fica fora da Old City, ao sul, mas dá pra chegar em uma boa caminhada ou em 5 minutos de uber. Aqui fica o famoso Templo de Prata, de entrada proibida para mulheres, pelas regras budistas.

A arquitetura é impressionante, pois o prédio e todas as esculturas que o circundam são cobertos de prata. A entrada neste templo custou 50 Baths.

Wat Sri Suphan

Wat Sri Suphan


Wat Sri Suphan - Foto Interna

Wat Sri Suphan - detalhes

Após uma manhã e parte da tarde de passeio, resolvemos parar para almoçar em um restaurante mais caprichado. Pegamos um uber até o Restaurante Deck 1, muito recomendado pelos viajantes. O restaurante fica às margens do Rio Ping, o visual é lindo e o ambiente muito agradável.


Deck 1

Prato tailandês de porco agridoce


Peixe branco com legumes

Wat Doi Suthep

Após o almoço, partimos para a visita ao principal templo da cidade, o Wat Doi Suthep. Ele fica localizado no alto de uma montanha e é visível de qualquer lugar da cidade.

Para chegar lá, você precisa de algum transporte, pois o trajeto de subida à serra dura por volta de meia hora de carro. Há várias pickups adaptadas(os chamados Redtrucks)  que levam os turistas até o templo, a um preço fixo por pessoa. Aliás, esses carros agem como espécie de "transporte público" por toda a cidade e até fazem os passeios às cidades próximas. Mas atenção, andar muito tempo neles é desconfortável e pode provocar enjoos, principalmente em trajetos com muitas curvas. 

Nós no famoso Redtruck !

Chegando  na entrada do complexo do Doi Suthep, ainda nos deparamos com uma subida de 300 degraus, até a entrada do templo. Mas há também um elevador, que custa 20 Bahts. Depois de um dia super cansativo e uma subida mega enjoativa 😅 resolvemos pegar o elevador! Mas sinceramente, na volta percebemos que a escada nem é tão grande assim, dá pra subir de boa.


Subindo no elevador com os chineses, sempre super amigáveis! rss

Na entrada do templo, você deve deixar seus sapatos em um local designado. Chegamos já quase no fim da tarde e ainda assim o local estava completamente lotado. Mas gostei de fazer a visita nesse horário pois o calor deu uma trégua boa.

Doi Suthep


Doi Suthep

Alguém tem uma mãe braba aí? rs

Além dos templos, o complexo ainda conta com belos jardins, lanchonetes, banheiro, e uma vista maravilhosa para a cidade!

Doi Sutep - Jardins
Doi Sutep - Jardins


Doi Suthep

Aqui encontramos também essa que é uma atração muito procurada pelos turistas, o "Monk Chat", que nada mais é que uma conversa com os monges! Eles ficam a disposição em alguns horários e adoram conversar com os turistas para treinar o inglês. Infelizmente por conta da correria do dia não tivemos a chance de experimentar esse bate papo tão interessante...

Monk Chat
Após o passeio descemos a linda escadaria do templo, que como de costume nos templos budistas, é ornada com duas grandes cobras (protetoras do Buda).

Doi Suthep

- Os mercados

O passeio pelos templos de Chiang Mai tomou todo o nosso dia, mas ainda sobrou pique para conhecer um pouco dos famosos mercados da cidade durante a noite! Como estivemos na cidade apenas durante a semana, não vimos as feiras de fim de semana, que são bem movimentadas. Mas conseguimos visitar alguns mercados que vendem de um tudo, além de uma feirinha bem interessante com várias comidas típicas e música ao vivo.


Feira em Chiang Mai



Para fechar a noite do nosso primeiro dia em Chiang Mai, passamos um tempo na galeria que fica ao lado do nosso hotel, o Zoe in Yellow. Por aqui a galera jovem toma umas geladas até altas horas! O local conta com vários DJs e muita animação.



No entanto, me sinto na obrigação de comentar, foi em Chiang Mai que mais sentimos a tão comentada polêmica da prostituição na Tailândia, principalmente durante a noite, nos bares e mercados mais movimentados. Realmente parece ser algo natural por ali, infelizmente...

Nosso segundo dia em Chiang Mai foi reservado para a visita a um dos santuários de resgate de elefantes. Como são muitos os detalhes importantes para este passeio, faremos um post específico com todas as dicas, o que gostamos e o que faríamos diferente!

Até a próxima!




segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Camboja - Conhecendo os templos de Angkor

Olá pessoas! Vamos continuar o relato da nossa viagem pelo Sudeste Asiático? 😀

O nosso terceiro destino da região foi o Camboja. Ainda pouco conhecido da grande maioria dos brasileiros, o país tem uma história bem recente de sofrimento, guerras e pobreza extrema. Em 1975 o governo comunista Khmer Vermelho tomou o poder, evacuou as cidades e foi responsável por um verdadeiro genocídio no país, com mais de 2 milhões de mortes estimadas, cerca de 20% da população. O inferno teria durado ao menos até o ano de 1979, quando as forças armadas do Vietnam invadiram o país e derrubaram o governo, restabelecendo a república.

A partir de então o país começou a se reerguer, apesar da pobreza extrema que ainda enfrenta. O turismo tem sido um grande aliado neste processo. Isso porque o Camboja tem uma história medieval riquíssima, descoberta através de trabalhos arqueológicos na cidade antiga de Angkor.

A cidade de Siem Reap é a porta de entrada da região de Angkor, onde ficam as ruínas dos famosos templos do império Khmer (século VIII ao século XV), e por isso se tornou o maior destino turístico do país. A área de descobertas arqueológicas é gigante, com aproximadamente 400 km2, e os templos são impressionantes, alguns ainda quase totalmente preservados. 


Angkor Wat

Bayon

Apesar de a quase totalidade dos turistas que vão até Siem Reap tenham como foco a visita a Angkor, a própria cidade se desenvolveu bastante devido ao turismo, seja o de luxo, com grandes hotéis e resorts, como também o focado no público jovem. A chamada Pub Street, com suas luzes neon super chamativas, tem diversos bares e discotecas, onde a diversão dura a noite toda.

Pub Street

Nossa visita à Siem Reap teve que ser encurtada, após a decisão de incluir o Vietnam no roteiro. Ficamos apenas 2 noites na cidade. Apesar de curta, achamos que a visita valeu super a pena, e conseguimos ver tudo que queríamos!


HOSPEDAGEM

Para escolher seu hotel em Siem Reap, primeiro eleja suas prioridades. O foco da sua visita é conhecer Angkor, e no mais apenas descansar num bom hotel, ou no máximo ir a restaurantes e mercados durante o dia? Então a melhor opção é ficar em algum dos luxuosos hotéis de rede que ficam na entrada da cidade, numa região mais tranquila e onde o luxo tem um preço mais acessível. Para se movimentar pela cidade, você precisará de um táxi ou dos famosos tuk tuks, que tem um preço melhor.

Porém, se você quer conhecer bem o centro, a Pub Street, frequentar os bares, clubes e mercados noturnos, indico ficar hospedado em alguma pousada pelo Centro, e fazer os deslocamentos próximos à pé. Aqui as pousadas são mais simples, até existem alguns hotéis maiores, só que bem mais caros. Só tenha cuidado com as hospedagens que ficam muito próximas do agito da Pub Street, pois o barulho pode incomodar na hora de dormir.

Nós ficamos no hotel Friendly Angkor Boutique, que fica próximo ao Night Bazar, e a duas quadras da Pub Street. A rua era tranquila, mas a poucos passos do movimento. A pousada é bem familiar, parece ser um antigo casarão adaptado. Tem uma piscina, pequena mas bem agradável. Nosso quarto era simples, mas confortável. O único problema que achamos foi o banheiro não ter "box", o que imagino ser uma coisa comum por ali. 

Como é bem comum no sudeste asiático, o café da manhã era uma entre duas opções de "combo", que incluíam pães, ovos e bacon ou uma panqueca doce, mais sucos e café. Achei tudo uma delícia!


Relaxando na piscina depois de um dia mega cansativo!

Veja mais opções de hotel em Siem Reap aqui.

Detalhe importante: a maioria dos hotéis em Siem Reap tem um serviço de transfer gratuito/econômico do aeroporto na sua chegada. Porém geralmente é através do tuk tuk. Se você não tiver problema com isso (nem muita mala pra carregar), lembre de checar se o serviço está disponível no seu hotel!

Caso prefira o táxi, basta pegar qualquer um na saída do aeroporto, pois o preço é tabelado.


O PASSEIO POR ANGKOR

Para visitar as ruínas de Angkor, é preciso duas coisas: uma, pagar a taxa de visitação, que pode valer para um, três ou sete dias de visita. A outra é contratar um transporte e/ou guia para levar você entre os templos (lembre-se que a região é imensa). Algumas pessoas fazem o passeio por conta própria, em carros ou até bicicleta. Sinceramente não acho uma boa ideia, pois a região é bem ampla e é fácil se perder, e com isso perde-se muito tempo. Fora que o calor nessa região é de enlouquecer o juízo! Só faça isso se tiver muitos dias disponíveis para conhecer um pouco em cada dia e com calma.

Como só tínhamos dois dias na cidade, achamos que não iria compensar pagar a taxa de visitação de 3 dias, que custava $62,00 dólares. Por isso, resolvemos fazer um passeio bem intenso em um só dia, e descansar mais no dia seguinte, visitando apenas o centro da cidade. Por conta disso, escolhemos o transporte de carro, pela agilidade e conforto, já que o dia ia ser puxado. A taxa de visitação de um dia custou $37,00 dólares.

Deixamos para contratar nosso passeio ao chegar na cidade. Pesquisamos alguns preços e o mais em conta foi o indicado pelo nosso hotel. O carro para 4 pessoas, mais o guia que nos acompanhou o dia todo custaram no total 80 dólares. Há também a opção de fazer o mesmo passeio em um tuk tuk, que sai bem mais em conta, porém considere o calor e a poeira do caminho!

O carro foi nos buscar às 8h, e partimos para o local onde compraríamos o ticket para acesso à cidade antiga. Uma fila razoável nos aguardava, e depois logo entramos na região de Angkor. Os templos são muitos! Há um percurso mais longo, que inclui todos os templos, e um mais curto, que passa pelos principais. Para o passeio de um dia, a segunda opção é a indicada. No entanto, nosso motorista passou por quase todos os templos e o guia nos explicava por alto suas características principais. Para descer e visitar, no entanto, elegemos os mais importantes.


Mapa de Angkor. Em vermelho, o circuito curto, em amarelo, o longo. Fonte: Visit Angkor


Um alerta muito importante pra quem vai fazer esse passeio é sobre o calor. A região atinge máximas de 35 graus facilmente, e a sensação térmica é ainda maior devido à alta umidade. Com isso, a vantagem de fazer o passeio de carro é ter alguns intervalos no ar condicionado! 

Para piorar a situação, o dress code aqui também é muito importante: joelhos e ombros devem ser cobertos. Há muitos fiscais verificando e barrando a entrada dos desavisados, principalmente nos templos mais famosos. Como a exigência é somente dentro dos templos, resolvi levar um casaquinho para somente cobrir os ombros quando estritamente necessário! Um lenço também pode cumprir esse papel.

Dress code: cobrir os joelhos e casaquinho pra cobrir os ombros quando necessário


Voltando ao nosso passeio, fizemos o chamado Pequeno Circuito, que inclui os principais templos do complexo. Inciamos a visita pelo templo Banteay Kdei, um templo pequeno, com algumas paredes e até parte do teto intactas. Por não ser um dos mais famosos, o local estava vazio e agradável.


Banteay Kdei

Banteay Kdei

Banteay Kdei

Na entrada dos templos, sempre há vendedores de produtos locais

Após algum tempo, partimos para o Ta Prohm, um dos templos mais famosos, por sua aparição no filme Tomb Raider, de Angelina Jolie. Mas além disso, o local tem um charme bem especial, causado pela vegetação que foi invadindo as construções, criando uma verdadeira simbiose entre a natureza e o artificial. Pra mim, este foi o templo mais interessante!

Ta Prohn


As árvores invadindo a construção

O templo foi construído no Século XI, e algumas inscrições nas paredes mostram animais que se acredita estarem há muito extintos.

O local estava bem cheio, e foi um pouco difícil andar pelos caminhos estreitos e admirar todos os detalhes da construção. Talvez seja uma boa ideia chegar aqui mais cedo, para aproveitar melhor.

Seria isso um dinossauro?
Lugar incrível!

Após estes templos, fizemos uma pausa para almoço em um restaurante nas proximidades, indicado pelo guia (e com ar condicionado!) O ambiente era agradável, e comemos uns curries maravilhosos! Achei a comida no Camboja menos apimentada que na Tailândia, então se você como eu tem problemas com pimenta, aqui talvez seja o melhor lugar para arriscar provar o famoso curry asiático.

Após o descanso, partimos para os próximos templos. Nosso guia passou por alguns templos mais vazios, onde apenas descemos para fotos, sem demorar muito. Um deles foi o Ta Keo, formado por grandes colunas, mas que acredita-se nunca ter sido terminado. Outro, o Thommanon, um templo hindu, diferente da maioria dos demais, que eram budistas. Um fato interessante é que a região, quando sob influência de reis hinduístas, teve diversos templos budistas violados, e este é o motivo de encontrarmos tantas figuras de Buda destruídas, ou sem a cabeça.


Ta Keo
Thommanon

A nossa próxima parada foi o templo de Bayon, o principal da antiga capital do império khemer, Angkor Thom. O templo é famoso por possuir nada menos que 216 faces de Buda esculpidas entre suas paredes. Trata-se de uma das maiores construções de todo o complexo, com diversas salas, colunas e esculturas de pedra. Como era de se esperar, o local estava também super lotado, com muitas excursões, o que tornava difícil permanecer em algumas áreas.

Templo de Bayon

Templo de Bayon

Algumas das 216 faces de Buda

A clássica foto face-a-face!

Após um bom tempo por ali, partimos para a nossa última visita do dia, o templo mais famoso da região, o Angkor Wat. Pelo caminho passamos por outros templos menos conhecidos, que estavam mais vazios.

Khleangs

Phimeanakas

Phimeanakas

Para finalizar nosso passeio, o Angkor Wat foi a cereja do bolo. Ele é o maior e mais bem preservado templo da região de Angkor. O templo é considerado a "maior construção religiosa do mundo", e foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO. Sua construção remonta ao Século XII.

Adornos na entrada do templo Angkor Wat
Angkor Wat

O templo fica localizado em uma área bem extensa, e o carro para um pouco distante. É preciso atravessar um pequeno lago através de uma ponte flutuante, passar pelos belos jardins e só então se chega ao prédio em si. A visita é longa, e algumas áreas ficam lotadas, mas não tanto como os templos menores. Fazer essa visita com um guia é muio bom, por toda a informação que ele irá te prestar.

Atravessando o lago

Os longos corredores, cheios de detalhes
Mais uma foto clássica!
Angkor Wat

Nossa ideia original era ficar no Angkor Wat até o pôr-do-sol, e subir ao topo do templo para assisti-lo. No entanto, confesso que já estávamos muito cansados, e a fila para subir no topo ainda prometia durar pelo menos uma hora, então desistimos. Infelizmente os locais muito turísticos tem dessas inconveniências, que temos que encarar!

Na volta ao carro passamos novamente pelo jardim, que estava lotado de macaquinhos! São fofos, mas cuidado com seus pertences, eles pegam mesmo!




Um dos passeios muito indicados em Angkor é assistir o nascer do sol no templo Angkor Wat. Só que para isso a logística é mais complicada: tem-se que sair do hotel antes das 5h da manhã, tentar chegar bem cedo ao templo, pois uma multidão faz o mesmo programa, e aguardar por um bom tempo até o dia começar a clarear. Li muitos relatos do perrengue, e como nosso passeio seria longo, achei que ficaria muito cansativo, por isso resolvemos pular o programa.

Creio que quem vai fazer mais que um dia de passeio em Angkor tem a oportunidade de escolher um dos dias para essa maratona, sem ficar tão cansativo.

Multidão assistindo o nascer do sol em Angkor Wat. Fonte: Phnompenhpost


A NOITE EM SIEM REAP

Após um longo e cansativo dia de passeio pelos templos, você é do time que quer apenas relaxar na piscina, jantar e dormir? Ótimo! Mas se seu time é o da noite, Siem Reap irá te surpreender!

Juro que não esperava uma cidade tão movimentada e animada em um país tão pobre e sofrido como o Camboja. Ver todas aquelas luzes da Pub Street assim que chegamos, em contraste com toda a pobreza dos arredores, foi um choque pra gente... O centro de Siem Reap parece um oásis no meio de tanta miséria, com hotéis luxuosos, bares e restaurantes de primeira, música, luzes... Uma espécie de "Las Vegas" no meio de um país em que saneamento básico é luxo...

E mesmo com todo esse apelo turístico, os preços na cidade são muito bons pra quem vem de fora. Lembro que o chopp era vendido a módicos 50 centavos de dólar. Então claro, a juventude faz a festa! E se essa é uma das formas que nós turistas podemos "ajudar" a desenvolver a economia local, não vejo tanto problema nisso.

Pub Street

Após um leve descanso do nosso longo dia por Angkor, partimos para a Pub Street para jantar. Apesar da grande concentração de restaurantes, bares e turistas, a região ainda tem suas limitações no atendimento. Escolha restaurantes recomendados para evitar problemas. Mesmo indo em um local super bem avaliado no Trip Advisor, vimos algumas baratinhas pelo chão... Levando em conta que por lá elas até são consideradas "iguarias", a gente tenta relevar né? 😂

Algumas dicas na Pub Street:

- Temple Bar: para um chop com petiscos e música.

- Paper Tiger: restaurante de comida típica e ocidental.

- Angkor What?: Pub bem animado durante a noite.

Angkor What?

A cidade também tem uma sede do Hard Rock Café, que fica um pouco mais afastada do burburinho da Pub Street.


Bom, esse foi o resumo dos nossos dois dias em Siem Reap. O Camboja definitivamente foi um dos países que mais nos surpreendeu, não só pelas construções e mordomias, mas principalmente pelo seu povo. Um povo tão sofrido, mas que nos trata tão bem, que conseguimos ver a pureza e bondade de coração. Saímos de lá com mais esperança na humanidade e vontade de ajudar ao próximo!

Nos próximos posts, nossa volta à Tailândia e suas belas surpresas!

Até a próxima!